Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com João Roberto de Araújo
A tendência humana de revidar ofensas e agressões é comum, mas prejudicial ao bem-estar. Diante de atitudes que nos desagradam, a reação imediata muitas vezes espelha o ataque sofrido. Mas por que essa inclinação negativa?
A Imperfeição Humana e o Perdão
É fundamental reconhecer que somos seres imperfeitos, propensos a erros e a ferir o próximo, seja intencionalmente ou não. Essa imperfeição se manifesta tanto em relações distantes quanto nas mais íntimas, como com filhos e parceiros. O perdão, nesse contexto, surge como uma ferramenta essencial para a harmonia. Ao perdoar, aceitamos nossa própria natureza falível e nos libertamos das amarras do passado.
As Barreiras Internas ao Perdão
Se o perdão traz tantos benefícios, por que é tão difícil praticá-lo? A resposta reside nas barreiras internas, moldadas pela educação e pela cultura. Muitas vezes, internalizamos a ideia de que a ofensa deve ser respondida com violência, perpetuando um ciclo de ressentimento. É crucial desconstruir essa visão, ensinando às crianças que o perdão é sinônimo de liberdade e uma aposta no futuro.
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Perdoar para Libertar-se
É importante ressaltar que perdoar não significa esquecer ou minimizar a ofensa sofrida. Significa, sim, compreender o contexto e evitar que o ressentimento nos aprisione. A atitude de quem se recusa a perdoar, na esperança de que o outro sofra, muitas vezes se volta contra si mesma. O verdadeiro benefício do perdão reside na libertação interior que ele proporciona, permitindo que sigamos em frente sem o peso do passado.
O perdão, portanto, transcende a dimensão religiosa e se revela um ato de inteligência fundamental para quem almeja um futuro mais leve e harmonioso.



