Em São Joaquim da Barra, famílias tiveram que enterrar entes em outras cidades devido lotação no cemitério municipal
A pandemia do novo coronavírus causou um aumento significativo no número de óbitos em São Joaquim da Barra, levando o cemitério municipal, com mais de 100 anos, ao limite de sua capacidade. A situação, alertada há pelo menos oito anos, tornou-se crítica nas últimas semanas, exigindo medidas emergenciais da prefeitura.
Cemitério Lotado e Enterros em Outras Cidades
O cemitério municipal de São Joaquim da Barra está superlotado. Na semana passada, devido à grande quantidade de óbitos, corpos precisaram ser encaminhados para cidades vizinhas para sepultamento. Os números de mortes cresceram consideravelmente: 375 em 2019, 389 em 2020 e 97 somente entre janeiro e março de 2023. A família de Gilberto Vicente, de 64 anos, vítima da Covid-19, enfrentou a dor da perda agravada pela impossibilidade de enterrá-lo em sua cidade natal, sendo necessário levá-lo para Guará.
Medidas Emergenciais e Novo Cemitério
Diante da situação crítica, a prefeitura de São Joaquim da Barra adotou medidas emergenciais. Foram abertos 35 novos túmulos em espaços disponíveis no cemitério atual, o suficiente para cerca de um mês. Paralelamente, a prefeitura iniciou a construção de um novo cemitério em terreno adquirido há anos. A previsão é que esteja em funcionamento em até 20 dias. O prefeito Wagner Schmidt destaca que a necessidade de um novo cemitério já se arrastava há 16 anos.
Impacto na População
São Joaquim da Barra registra 3 mil casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. A situação de emergência no cemitério reflete a gravidade da crise sanitária e o sofrimento da população, como demonstrado pelo relato da família Vicente, que não pôde sepultar seu ente querido em sua cidade. A construção do novo cemitério representa um alívio, mas evidencia a urgência de planejamento para lidar com eventos futuros.



