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O impacto das palavras no desempenho de atletas em momentos decisivos

Reportagem mostra como frases de incentivo afetam o cérebro, o corpo e a performance de atletas profissionais e amadores
Palavras
Palavras podem afetar o desempenho de atletas tanto para o bem quanto para o mal -

As palavras usadas antes, durante e após uma competição esportiva podem influenciar diretamente o desempenho dos atletas. É o que mostra o episódio de encerramento da série O Poder das Palavras, exibida pela CBN, que investiga como frases de autoestímulo, incentivo ou crítica interferem nas reações do corpo, nas emoções e nas decisões tomadas sob pressão.

Expressões como “eu posso, eu consigo, eu mereço”, repetidas por atletas antes de momentos decisivos, ganharam destaque recentemente após serem usadas pela skatista Rayssa Leal em competições internacionais. Mas, segundo especialistas ouvidos na reportagem, o efeito das palavras vai além da motivação momentânea.

O impacto das palavras no cérebro e no corpo

Segundo o neurologista Fabrício Borba, do Hospital São Luiz, as palavras carregam estímulos que podem desencadear respostas físicas e emocionais no organismo. Quanto maior for a carga emocional e a relação com experiências anteriores, maior tende a ser o impacto no cérebro.

Esse processamento pode ativar reações como enfrentamento, fuga ou persistência, influenciando diretamente o comportamento do atleta durante uma prova ou partida.

Atletas relatam impactos práticos

O campeão olímpico de vôlei André Heller relatou como uma frase dita por um técnico mudou sua postura em quadra. Ao ser lembrado de que havia sido escolhido como capitão pelo que já representava como jogador, o atleta sentiu acolhimento e segurança, o que refletiu positivamente no desempenho.

Para ele, pequenas frases, quando ditas no momento certo, podem ter efeitos decisivos em situações de alta pressão.

O poder das palavras além da audição e da visão

A reportagem também abordou como as palavras continuam existindo e atuando mesmo para pessoas que não ouvem ou não enxergam. O aposentado Luís Pantulo, que é surdo e cego, explicou, com o auxílio de uma intérprete de Libras, que as palavras podem ser percebidas pelo tato, pelo ritmo da fala e por sinais visuais.

Ele relatou como frases negativas ouvidas na infância, associadas à deficiência, permaneceram por anos em sua memória, enquanto palavras positivas, recebidas na vida adulta, foram fundamentais para superar um quadro de depressão.

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