Um bate-papo com os treinadores Marcelo Chamusca e Vinicius Munhoz
O programa Nas Quatro Linhas da CBN Ribeirão Preto discutiu a importância da saída de bola estruturada e da marcação pressão no futebol contemporâneo, com os treinadores Vinícius Muñoz e Marcelo Chamusca.
Saída de Bola Estruturada: Mecanismos e Vantagens
Ambos os treinadores destacaram a importância do treino para desenvolver mecanismos como posicionamento adequado, criação de linhas de passe seguras e movimentação constante. As vantagens incluem a manutenção da posse de bola, desgaste do adversário, criação de espaços para atacar e vantagens de movimento/posicionamento. Chamusca adicionou a importância de dinâmicas como o terceiro homem e a construção de triângulos para um jogo mais associativo. A decisão entre passes curtos ou longos depende do modelo de jogo e da situação, sendo que quebrar a primeira linha de pressão adversária é um momento propício para passes mais longos. Muñoz enfatizou a análise do adversário como fator crucial na definição da estratégia de saída de bola.
Marcação por Zona vs. Marcação Individual
Muñoz explicou a diferença entre marcação zonal (referência na bola) e individual (referência no atleta). A escolha depende dos momentos do jogo e do impacto na transição ofensiva. A marcação individual pode deixar o jogador fora de posição após a recuperação da bola, enquanto a zonal facilita a organização do ataque. Chamusca prefere a marcação zonal pressionante, com pressão em bloco alto e liberação para perseguições individuais dentro do setor.
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Altura do Bloco e Gatilhos de Pressão
A altura do bloco (alto, médio ou baixo) depende do contexto do jogo e das características do adversário. Um adversário que constrói o jogo a partir do goleiro exige pressão alta, enquanto um adversário que prefere passes longos pode ser melhor enfrentado com um bloco médio. A recuperação da bola é constante, independente da altura do bloco. Chamusca citou como gatilhos de pressão: um passo para trás do adversário, domínio mal feito, bola atrasada para o goleiro, e adversário de costas para a bola. Muñoz enfatizou a busca por debilidades do adversário para definir esses gatilhos, como explorar a perna não dominante ou aproveitar passes para trás.
O programa concluiu com agradecimentos aos participantes e aos ouvintes, destacando a importância dos mecanismos discutidos no futebol moderno e a disponibilidade do programa em plataformas de áudio.