João Túbero recebe Gustavo Moino, preparador de goleiros do Grasshoppers, da Suíça, para debater o tema; confira o programa!
O programa Nas Quatro Linhas, da CBN Ribeirão Preto, dedicou uma edição à evolução da posição de goleiro no futebol. O convidado, Gustavo Moino, especialista em ciências do futebol e treinador de goleiros com experiência internacional, analisou as mudanças na preparação e atuação dos goleiros nas últimas décadas.
A Revolução do Goleiro com os Pés
Moino destaca a mudança de regra na década de 90, que proibiu o goleiro de pegar a bola com a mão em passes de seus companheiros, forçando o uso dos pés. Essa mudança, inicialmente gradual, se intensificou nas décadas de 2000 e 2010, impulsionada por novas estratégias de jogo, como a organização estratégica do espaço e a pressão alta (press). O uso dos pés pelos goleiros deixou de ser apenas um recurso para se tornar uma ferramenta estratégica para iniciar jogadas ofensivas.
Desmistificando o Goleiro Ofensivo
Contrariando a ideia comum de que os goleiros têm mais ações defensivas que ofensivas, Moino argumenta que, historicamente, o número de ações ofensivas sempre foi maior. A mudança recente é na qualidade e na utilização estratégica desses momentos. O aumento da pressão no press exige passes mais precisos e rápidos, aumentando o risco de erros, mas também a possibilidade de grandes vantagens ofensivas para a equipe.
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Aspectos Técnicos e a Formação do Goleiro
Moino aborda a evolução técnica dos goleiros, comparando-a com o futsal e o handebol, mas enfatizando a necessidade de adaptação às especificidades do futebol de campo. A formação dos goleiros também é discutida, com destaque para a transição mais tardia para o futebol profissional. Ele argumenta que a experiência em jogos, e não apenas a idade, é crucial para o sucesso, e que os clubes devem abraçar os jovens goleiros, evitando a pressão excessiva que pode prejudicar seu desenvolvimento.
A entrevista finaliza com uma reflexão sobre o futuro da posição de goleiro, com Moino prevendo uma integração ainda maior com a equipe, com ações mais desprendidas da área, tanto em defesa quanto no ataque.