Ouça a coluna ‘CBN Sabor’, com Fernando Kassab
A tradição de outubro como o mês de lançamento de guias gastronômicos é uma constante em todo o mundo. Livrarias e bancas de revistas se preparam para receber publicações com críticas e orientações sobre o universo do comer e do beber. O jornalismo, atento a essa demanda, incorporou a gastronomia em sua cobertura, que antes era restrita a revistas especializadas.
Os Pilares da Crítica Gastronômica
Inspirado em modelos estrangeiros como o Guia Michelin, o Guia Brasil 4 Rodas, da Editora Abril, estabeleceu um padrão de qualidade na crítica gastronômica brasileira. A isenção é fundamental: o crítico não pode ter ligações com o estabelecimento avaliado. A inteligência, a capacidade de perceber todos os aspectos do ambiente, desde a comida até o serviço e a higiene, também é crucial. A independência garante que a opinião seja pessoal e não influenciada por terceiros. Identidade e intimidade com o assunto completam o quadro, exigindo profissionalismo e um olhar criterioso.
A Crise no Atendimento e a Importância dos Guias
A valorização excessiva dos chefs de cozinha tem levado a um declínio na qualidade do serviço em muitos restaurantes brasileiros. A falta de formação adequada para garçons e maîtres agrava a situação. No entanto, guias gastronômicos sérios, como o Comer & Beber da Veja São Paulo, desempenham um papel importante ao apontar falhas e destacar o que precisa ser melhorado. Esses guias são ferramentas valiosas para o consumidor, que busca informações precisas e imparciais.
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O Futuro da Gastronomia Brasileira
Para que o Brasil se consolide como uma potência gastronômica, é fundamental que haja uma análise constante e criteriosa do setor, seja por meio do jornalismo especializado ou da crítica gastronômica. A isenção e a independência são os pilares de um trabalho que busca a verdade e a excelência.
É essencial que o Brasil continue a desenvolver uma cultura de crítica gastronômica construtiva e independente.



