Ouça a coluna ‘Oficina de Palavras’ com Luiz Puntel
A prova de redação da Fuvest 2021 trouxe à tona uma questão crucial para o mundo contemporâneo: a desordem. Com base em textos de diversos autores, os candidatos foram desafiados a refletir sobre se o mundo atual se encontra em estado de caos.
A Desordem no Mundo Contemporâneo
A prova se utilizou de uma coletânea de textos que apontavam para a desordem vigente. Autores como Pierre Dardoy e Christian Laval, em seu livro “A Nova Razão do Mundo”, criticam o neoliberalismo e sua imposição de competição generalizada, transformando as relações sociais em um mercado e o indivíduo em uma empresa. O poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, reforça essa ideia de uma estranha ordem geométrica, onde tudo parece fora de lugar. A música de Caetano Veloso, “Fora da Ordem”, completa o panorama, evidenciando as desigualdades econômicas globais.
A Visão Crítica dos Candidatos
A prova exigiu dos vestibulandos uma visão crítica sobre a situação apresentada. A inclusão de uma tirinha da Mafalda, com sua tradicional ironia e crítica social, e um trecho de um discurso de Greta Thunberg, que clama por ação urgente contra as mudanças climáticas, reforçou a necessidade de uma postura engajada e consciente. Os candidatos que demonstraram capacidade de analisar e articular os argumentos da coletânea, combinando-os com sua própria visão crítica, conseguiram se destacar.
Leia também
Um Chamado à Ação
A prova da Fuvest nos convida a refletir sobre nossa responsabilidade em construir um mundo mais justo e sustentável. A desordem apresentada não é apenas um tema acadêmico, mas um chamado à ação para que governantes e cidadãos se unam em busca de soluções para os problemas globais que nos afligem. A construção de um futuro melhor depende da nossa capacidade de reconhecer e enfrentar os desafios da contemporaneidade.