Benedito da Fonseca vê com pessimismo o controle da doença e alerta sobre a ocupação das UTIs para Covid-19
Em meio à segunda onda de contaminação por coronavírus, prefeituras como Ribeirão Preto e Franca se mobilizam para adequar seus sistemas de saúde à demanda crescente de pacientes com sintomas da doença. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o polo Covid-19 foi reativado na UPA da 3 de Maio, e a UTI adulto do Hospital Santa Lícia foi destinada exclusivamente aos casos de Covid-19.
Aumento de casos e novas variantes
O infectologista Dr. Benedito Lopes da Fonseca, professor da USP Ribeirão Preto, alerta que o pior da pandemia pode estar por vir. Segundo ele, as pessoas estão mais cansadas das restrições, o que leva a um aumento nas aglomerações e, consequentemente, na transmissão do vírus. Além disso, o surgimento de novas variantes, como a do Reino Unido, que já chegou ao Brasil, aumenta a preocupação. O Dr. Benedito explica que o vírus sofre mutações para sobreviver, podendo levar a reinfecções e a uma segunda onda mais intensa que a primeira.
Centralização do atendimento
A decisão de centralizar o atendimento a pacientes com sintomas de Covid-19 na UPA da 13 de Maio em Ribeirão Preto é justificada pelo Dr. Benedito. Ele afirma que a centralização em um polo Covid-19, como ocorreu em outubro e novembro, é crucial para proteger pacientes com outras doenças da transmissão do vírus. A descentralização adotada anteriormente era adequada para momentos com baixa taxa de transmissão, mas com o aumento de casos, a centralização se torna necessária. O especialista destaca a importância da dinâmica e adaptação do sistema de saúde às mudanças da pandemia.
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Medidas preventivas e reclassificação de risco
O Dr. Benedito participou de uma reunião do comitê de contingenciamento do coronavírus, onde foi discutida a possibilidade de uma região ser automaticamente classificada como vermelha caso a ocupação de leitos de UTI ultrapasse 80%. Essa medida visa antecipar ações e prevenir o colapso do sistema de saúde. A importância da prevenção através do uso de máscaras, distanciamento social e higienização das mãos é reiterada como fundamental para diminuir a transmissão e o número de óbitos. O especialista enfatiza que a prevenção é crucial, pois ainda não há medicamentos eficazes contra a doença. A transparência e a precisão nos dados de ocupação de leitos também foram discutidas, buscando harmonizar as informações entre diferentes fontes.
Em resumo, a situação exige vigilância constante e a adoção de medidas preventivas para evitar um cenário ainda mais crítico. A colaboração da população e a adaptação do sistema de saúde são essenciais para enfrentar esse desafio.



