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O poder da comunicação na área da saúde no combate à desinformação

Devido ao excesso de informações dentro das internet, essa área pode coibir o avanço de notícias falsas ou conteúdos enganosos
O poder da comunicação na área
Devido ao excesso de informações dentro das internet, essa área pode coibir o avanço de notícias falsas ou conteúdos enganosos

Devido ao excesso de informações dentro das internet, essa área pode coibir o avanço de notícias falsas ou conteúdos enganosos

A comunicação em saúde enfrenta atualmente o desafio do excesso de informação, O poder da comunicação na área, incluindo a circulação de notícias falsas e a influência de algoritmos que moldam a opinião pública. Rafael Apel, diretor científico da startup Doutor Fisiologia, incubada no Supera Parque, destaca que a principal barreira não é a falta de dados, mas sim o volume excessivo de informações, muitas vezes imprecisas ou sem curadoria adequada.

“Hoje estamos cercados por dados e conteúdos virais que nem sempre são confiáveis. A comunicação em saúde precisa traduzir a ciência com clareza, combater a desinformação com responsabilidade e construir mensagens que realmente cheguem às pessoas”, afirmou Apel.

Contexto atual da comunicação em saúde

Segundo Apel, uma pesquisa Datafolha de 2023 revelou que 47% dos brasileiros buscam informações sobre saúde no Google antes de consultar um profissional, e 23% utilizam redes sociais como fonte. Um estudo australiano estimou que cerca de 70 mil buscas por minuto no mundo são feitas sobre temas de saúde, sendo que quase dois terços dessas buscas resultam em informações imprecisas. Essa desinformação pode prejudicar a prevenção de doenças e o tratamento dos pacientes, configurando um problema de saúde pública.

Avanços tecnológicos e personalização do conteúdo: Ferramentas como inteligência artificial, análise de dados e automação têm transformado a comunicação em saúde, permitindo identificar dúvidas comuns em diferentes regiões e criar conteúdos personalizados nos canais e momentos adequados. Apel destaca que a personalização deixou de ser diferencial para se tornar uma necessidade, contribuindo para a melhor compreensão e engajamento dos pacientes.

“Mapear a jornada do paciente por meio do conteúdo ajuda a antecipar dúvidas e gerar mais segurança durante o tratamento ou após um diagnóstico”, explicou.

Construção de credibilidade e confiança: A credibilidade na comunicação em saúde é construída com clareza, respeito, transparência e continuidade. É fundamental comunicar o que se sabe e o que ainda está em estudo, evitando termos técnicos que dificultem o entendimento. Além disso, a confiança está relacionada não só à mensagem, mas também à responsabilidade e ética de quem a transmite.

“Quem fala sobre saúde precisa entender que suas palavras podem influenciar decisões, tratamentos e comportamentos”, ressaltou Apel.

Estratégias para humanizar o diálogo

Apel reforça a importância de ouvir o paciente antes de comunicar, transformando empresas e profissionais de saúde em interlocutores que produzem conteúdos úteis e humanizados. Colocar o paciente no centro do cuidado significa reconhecer suas necessidades, valores e contexto de vida, promovendo uma comunicação formativa que gera entendimento, engajamento e adesão aos cuidados.

“A comunicação deixa de ser uma via de mão única e se torna uma ferramenta ativa para prevenção, promoção da saúde e suporte ao tratamento”, afirmou.

Informações adicionais

O conceito de literacia em saúde, citado por Apel, destaca que não basta disponibilizar informação; é necessário garantir que as pessoas compreendam, interpretem e apliquem esses dados no cotidiano. Pacientes com boa literacia em saúde têm maior capacidade de reconhecer sinais de alerta, seguir tratamentos corretamente e tomar decisões mais seguras, impactando positivamente a saúde individual e coletiva.

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