Nesta semana foi celebrado o Dia da Consciência Negra para uma sociedade mais igualitária; David Forli Inocente explica
Na quarta-feira foi celebrado o feriado nacional da Consciência Negra, O que as empresas podem e, que homenageia Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra contra a escravidão no Brasil. Em entrevista à CBN Ribeirão, o professor Davi Forle Inocente discutiu a representação da população preta no mercado de trabalho e os avanços e desafios existentes.
Desigualdades educacionais e econômicas: Segundo dados do IBGE de 2019, pessoas brancas com 25 anos ou mais têm em média 10,4 anos de estudo, enquanto pretos e pardos possuem 9 anos. Em relação à renda, a média para brancos era de R$ 2.796, enquanto para pretos e pardos era de R$ 1.608, uma diferença de 57%. A taxa de desocupação em 2019 era de 11% para brancos e 16,5% para pretos.
Representação em cargos de liderança: A população preta ocupa 54% das posições de trabalho, mas apenas 29% dos cargos de liderança. A presença em conselhos de empresas é ainda menor, com apenas 5% de membros autodeclarados pretos. Esses dados indicam uma sub-representação significativa, considerando que pretos e pardos correspondem a cerca de 50% da população brasileira.
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Impactos da pandemia e avanços na educação superior
O impacto da pandemia de Covid-19 foi mais severo para a população preta, com 35% dos pretos e 38% dos pardos declarando terem sido fortemente afetados, contra 18% dos brancos. Por outro lado, políticas inclusivas nas universidades públicas têm promovido avanços: em 2019, pretos e pardos representavam 50% dos estudantes dessas instituições. Estudos indicam que o desempenho acadêmico e a taxa de permanência entre cotistas e não cotistas são semelhantes.
Perspectivas para a redução das desigualdades: O professor destacou que a equitativa distribuição de vagas no ensino superior é uma das formas mais eficazes de combater a desigualdade racial e econômica no Brasil. Ele também ressaltou a importância de incluir pessoas pretas em programas de pós-graduação e na produção científica para ampliar a representatividade e a inovação.
Informações adicionais
Os dados mencionados foram obtidos principalmente do IBGE e de estudos acadêmicos sobre políticas de cotas e desempenho estudantil. A entrevista reforça a necessidade de ações contínuas para promover a inclusão e equidade racial no mercado de trabalho e na educação.