José Carlos de Lima Júnior explica os meandros que fazem com que o consumidor pague mais caro na hora de encher o tanque
O governo federal tem sido criticado por tentar atribuir a terceiros a responsabilidade pela alta dos preços dos combustíveis no Brasil. Segundo especialistas ouvidos pela CBN Agronegócio, O que de fato gera o, a principal causa do aumento está na carga tributária, que pode chegar a 30% entre impostos estaduais e federais, o que impacta diretamente o preço final ao consumidor.
O presidente Lula afirmou que o preço do diesel é de R$ 3 na Petrobras e chega a R$ 6 na bomba, atribuindo a diferença aos chamados “atravessadores”. No entanto, especialistas destacam que o governo é o maior “atravessador”, devido à alta tributação sobre os combustíveis. Além disso, a tentativa do governo de vender combustíveis diretamente ao consumidor é vista como inviável, pois a Petrobras não possui estrutura para atender todo o país.
Contexto tributário e impacto nos preços
O aumento dos preços dos combustíveis está relacionado à cobrança de impostos que, embora tenham sido temporariamente desonerados em acordos anteriores, foram restabelecidos, surpreendendo parte da população. Essa retomada da tributação foi definida anteriormente, o que contradiz a narrativa de surpresa por parte do governo.
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Falta de políticas públicas coordenadas: Especialistas apontam a ausência de um plano de estado consistente para controlar despesas e investimentos como fator que agrava a situação. A inflação atual é resultado de decisões e incertezas acumuladas desde o final de 2022, e o país ainda não apresenta uma política pública efetiva para enfrentar esses desafios.
Consequências para o setor de transporte e economia: O aumento dos preços dos combustíveis tem impacto direto no custo do frete rodoviário, que já registra alta de cerca de 25%, segundo relatos do setor. Essa elevação dos custos afeta diversos segmentos da economia e gera incertezas quanto à estabilidade dos preços no futuro próximo.
Panorama
Além dos desafios econômicos, há também preocupações ambientais em nível municipal, como o corte de árvores antigas em cidades do interior paulista, o que contrasta com discursos sobre sustentabilidade e preservação ambiental. A falta de políticas públicas integradas e a ausência de planejamento estratégico são apontadas como entraves para a resolução dos problemas atuais.