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O que diz a Reforma Tributária e quais seus impactos no agro?

Deputado Federal de Ribeirão Preto, Baleia Rossi (MDB), traz os detalhes do texto que foi entregue ao Congresso Nacional
O que diz a Reforma Tributária
Deputado Federal de Ribeirão Preto, Baleia Rossi (MDB), traz os detalhes do texto que foi entregue ao Congresso Nacional

Deputado Federal de Ribeirão Preto, Baleia Rossi (MDB), traz os detalhes do texto que foi entregue ao Congresso Nacional

Em entrevista durante a Agri Show 2024, o deputado federal Baleia Rossi (MDB) detalhou os principais pontos da reforma tributária que, segundo ele, tiveram um tratamento “especial” para o agronegócio. Rossi afirmou que o setor, responsável por parte importante do superávit da balança comercial brasileira, foi alvo de medidas voltadas a preservar empregos e estimular a produção.

Medidas específicas para o setor agropecuário

O deputado explicou que a Proposta de Emenda Constitucional 45, transformada na Emenda Constitucional 132, não deixou de lado o campo. Uma das medidas anunciadas é a criação de um regime semelhante ao Simples para produtores rurais: empresas do agronegócio com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões ficariam fora do alcance imediato da reforma, mantendo tratamento simplificado.

Rossi também destacou reduções e isenções tributárias para itens ligados à produção e ao consumo. Estão previstas alíquota zero para os alimentos da cesta básica e um redutor de 60% sobre a alíquota base para os demais alimentos — ou seja, apenas 40% da alíquota teria efeito sobre esses produtos. Além disso, haverá um redutor de 30% aplicado a profissionais técnicos ligados ao agro, como técnicos agrícolas e médicos veterinários.

Segundo o parlamentar, as propostas foram construídas em diálogo com a Frente Parlamentar da Agropecuária, e buscaram dosar benefícios para que o setor continue gerando renda e empregos.

Cesta básica unificada e transição de alíquotas

Outro ponto enfatizado por Baleia Rossi foi a criação de uma cesta básica nacional e única, com menos itens e critérios mais estritos para evitar que unidades federativas incluam produtos considerados não essenciais. Como exemplo, o deputado citou que alguns estados chegaram a reduzir alíquotas de itens como capacetes ou equipamentos eletrônicos ao incluí-los em suas cestas locais. O objetivo, disse ele, é concentrar a isenção sobre alimentos efetivamente presentes na alimentação cotidiana da população — arroz, feijão, carnes e similares.

Sobre as alíquotas, Rossi afirmou que há uma transição prevista até 2036, com estimativas que variam entre faixas que vão da casa dos 25% até 32%, dependendo do desenho final e da entrada em vigor das leis complementares. Ele explicou também a ideia de uma base de incidência mais ampla: ao aumentar o número de contribuintes que passam a recolher tributos (incluindo parcelas da economia digital hoje pouco tributadas), haveria espaço para uma alíquota média mais baixa.

O deputado citou ainda medidas complementares: redução de 30% para profissionais liberais, redução de 60% para setores de saúde e educação e alíquota zero para mais de 380 medicamentos, além da isenção dos itens da cesta básica.

Rossi encerrou lembrando que a reforma foi debatida por décadas no Congresso e expressou expectativa de que a mudança tributária contribua para retomar crescimento econômico, geração de emprego e aumento da renda. Também destacou o orgulho de receber visitantes em Ribeirão Preto durante a feira, que, na sua visão, reafirma o papel da cidade como polo do agronegócio nacional.

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