Rodrigo Stabeli explica qual o vírus responsável e quais os sintomas, que se confundem com os da dengue; confira o ‘Com Ciência’
O vírus oropouche, conhecido desde a década de 1950, inicialmente prevalente na Amazônia, tem apresentado aumento significativo de casos em todo o Brasil. Apesar de sua existência ser conhecida há décadas, o aumento recente de diagnósticos levanta preocupações.
Transmissão e Vetor
Trata-se de um arbovírus, transmitido por um mosquito conhecido como Culicoides, popularmente chamado de maruim ou borrachudo, diferente do Aedes aegypti transmissor da dengue. A picada desse mosquito, embora pequena, causa incômodo e é a forma de contágio do vírus.
Implicações para a Saúde
Embora não haja ainda informações conclusivas sobre a gravidade do vírus oropouche, estudos investigam possíveis relações entre o vírus e casos de aborto em gestantes, especialmente em Pernambuco e Bahia. Há hipóteses de mutações e consequente impacto na gravidez, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar essa relação. O aumento de casos registrados em 2023 pode ser explicado, em parte, pelo aumento da testagem e diagnósticos diferenciados de outras arboviroses como dengue, zika e chikungunya, dificultando a distinção inicial dos sintomas.
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Apesar da incerteza sobre o aumento real de casos, a recomendação é que gestantes utilizem repelentes, principalmente por causa da persistência do vírus Zika no país. A prevenção continua sendo a melhor forma de lidar com a ameaça, especialmente para grupos de risco.