Padre Gilberto Kasper explica o motivo desta data não ter a celebração de missas e lembra o motivo das privações de alguns fiéis
A Sexta-feira da Paixão é um dia de profunda reflexão para muitos cristãos, marcado por tradições como jejum, abstinência de música e silêncio. Mas por que não há missa neste dia tão importante?
A ausência da missa e o significado da celebração
O Padre Gilberto Casper esclarece que a Sexta-feira da Paixão, segundo dia do Tríduo Pascal, não celebra missa porque se realiza uma liturgia específica para a paixão e morte de Jesus. Esta liturgia, em vez da missa tradicional, inclui a leitura de um longo trecho do Evangelho de São João, que narra os eventos desde a Última Ceia até a crucificação. Há também a veneração da cruz, um símbolo de salvação para os cristãos, e a Oração Universal, onde se reza por diversas intenções. A comunhão, já consagrada na missa da Quinta-feira Santa, também é distribuída.
Tradições e reflexões da Sexta-feira Santa
O padre destaca a importância de dois sentimentos nesse dia: a emoção, relacionada à lembrança do nascimento de Jesus, e a compaixão, pela dor e sacrifício de Cristo na cruz. Ele ressalta a necessidade de solidariedade com aqueles que sofrem, espelhando a compaixão por Jesus. A tradição de permanecer na igreja em silêncio, embora menos comum atualmente, reflete essa busca de conexão com o sofrimento de Cristo e a solidariedade com o próximo.
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A fé cristã, segundo o padre, inicia-se não no nascimento de Jesus, mas na ressurreição, no sepulcro vazio. A Sexta-feira da Paixão é um momento para reflexão, compaixão e renovação pessoal, preparando o caminho para a celebração da Páscoa e a alegria da ressurreição. A Páscoa se estende por 50 dias, um período de profunda transformação espiritual.



