José Carlos de Lima Júnior acredita que a disponibilização de crédito aos produtores pode condicionar o setor
O ano de 2022 no agronegócio brasileiro foi marcado por desafios significativos, com impactos que se estenderão para 2023. A guerra entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, desencadeou uma disparada no preço dos fertilizantes, elevando os custos de produção.
Instabilidade e Preocupações com o Crédito
A instabilidade internacional e a alta dos fertilizantes não foram os únicos problemas. O crédito para o setor também se tornou uma grande preocupação. O Plano Safra foi divulgado em cima da hora e o recurso do Moderfrota, destinado à renovação de maquinários, acabou antes do previsto. Isso indica uma tendência de restrição de crédito para 2023, forçando o setor privado a arcar com uma maior parcela do suporte financeiro, em um cenário de endividamento público crescente.
Pressão Tributária e o Futuro do Agronegócio
Estados como Paraná e Goiás criaram novas taxas para gerar recursos, impactando diretamente o agronegócio. Com os Estados endividados, a tendência é de aumento da pressão tributária sobre o setor em 2023, onerando ainda mais um segmento que já enfrenta dificuldades. Essa busca por recursos públicos para minimizar déficits orçamentários preocupa o setor, que prevê um ano difícil.
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Perspectivas para o Etanol e o Açúcar
Em relação aos biocombustíveis, a expectativa para a próxima safra é positiva, especialmente para o açúcar. No entanto, os altos custos de produção em 2022, principalmente com fertilizantes, impactarão os resultados do etanol, que depende também de uma retomada econômica para impulsionar o consumo. O ano de 2022 foi extremamente desafiador, e suas consequências certamente se prolongarão para o próximo ano, exigindo adaptação e resiliência do setor.