Longa, de três horas de duração, dá sequência à franquia após 13 anos do primeiro filme; confira a resenha com Marcos de Castro
O aguardado Avatar: O Caminho da Água, lançado 13 anos após o primeiro filme, já é um sucesso de bilheteria. Mas será que a sequência consegue superar o original e justificar o longo tempo de espera?
Uma Nova Geração, um Novo Avatar
O cenário cinematográfico mudou bastante desde 2009. A Fox, estúdio do primeiro Avatar, foi absorvida pela Disney, e a indústria passou a privilegiar narrativas mais ambíguas, deixando de lado o maniqueísmo clássico entre bem e mal. James Cameron, entretanto, permanece fiel à sua fórmula, apostando em uma história que resgata a épica luta entre o bem e o mal, característica marcante de sua trajetória.
Tecnologia e Roteiro: Uma Equação Delicada
Com mais de três horas de duração, Avatar: O Caminho da Água apresenta um roteiro que, apesar de arrastado para alguns, é compensado pela impressionante tecnologia em 3D. A imersão proporcionada pela qualidade visual deslumbra e torna a experiência cinematográfica inesquecível. A comparação com o primeiro filme é inevitável, e enquanto o original apresenta um enredo mais conciso, a sequência deixa pontas soltas, abrindo caminho para as continuações já filmadas. A trilha sonora, por sua vez, é considerada por alguns como a mais fraca da carreira de Cameron, mas não compromete a experiência geral.
Um Sucesso Incontestável
Apesar das críticas à trilha sonora e ao ritmo do roteiro, Avatar: O Caminho da Água é um sucesso retumbante. A bilheteria expressiva comprova que o público ainda anseia por filmes imersivos e grandiosos, mesmo com a predominância de produções de super-heróis e narrativas mais contemporâneas. A experiência em 3D, a qualidade da produção e o roteiro, embora extenso, garantem um espetáculo cinematográfico único, ideal para ser apreciado nas salas de cinema. A expectativa para as próximas sequências é alta, e o sucesso do segundo filme assegura a continuidade da saga.



