Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
A mentira, um hábito muitas vezes inconsciente, pode se tornar um problema grave na vida adulta. A psicóloga Daniela Zeote explica que a mentira, muitas vezes, surge do medo das consequências da verdade, seja em relação aos outros ou a si mesmo.
A mentira como reflexo do mundo interior
Segundo Daniela, mentir pode ser uma forma de projetar uma imagem distorcida de si para o mundo. Apesar da crença comum de que a mentira é sempre intencional, ela pode ser tão automática quanto respirar, tornando-se uma prática diária. Independentemente de sua origem, as consequências são sempre danosas, tanto para crianças como para adultos.
Consequências da mentira na vida adulta
A mentira gera ansiedade, medo, insegurança e angústia, levando ao isolamento social. A necessidade de sustentar a mentira cria uma “prisão” que pode durar pouco ou muito tempo, como exemplificado pelo caso dos nadadores americanos na Olimpíada do Rio. Mentir também rouba dos outros o direito à verdade, criando uma sensação de perseguição constante.
Leia também
Mentir para si mesmo: a pior das mentiras
A psicóloga destaca que a mentira mais prejudicial é a que se conta a si mesmo, uma autoenganação que pode levar a problemas sérios em diversas áreas da vida, como família, trabalho e finanças. Essa automentira, muitas vezes iniciada com pequenas mentiras, pode se tornar uma bola de neve que consome a vida da pessoa. A conscientização e o descarte de pequenas mentiras são cruciais para evitar consequências graves a longo prazo.
Para finalizar, a reflexão sobre a mentira nos convida a uma introspecção, a encarar a verdade, por mais dura que seja. A vergonha, embora desconfortável, pode ser um caminho para uma vida mais autêntica e livre das armadilhas da mentira.