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O que explica o aumento no número de casos de ansiedade entre crianças e adolescentes?

Uso de telas em excesso, crises climáticas e econômicas e a falta de perspectiva sobre o futuro estão entres as causas
ansiedade em crianças
Uso de telas em excesso, crises climáticas e econômicas e a falta de perspectiva sobre o futuro estão entres as causas

Uso de telas em excesso, crises climáticas e econômicas e a falta de perspectiva sobre o futuro estão entres as causas

A ansiedade em crianças e adolescentes tem apresentado aumento significativo nos últimos anos, preocupando pais e profissionais da saúde. Este artigo discute as possíveis causas desse fenômeno, baseado em dados e informações recentes.

Causas da Ansiedade Infantil e Juvenil

Diversos fatores contribuem para o aumento da ansiedade em crianças e adolescentes. Um deles é o mundo cada vez mais ansiogênico em que vivemos, marcado por crises econômicas que geram incertezas sobre o futuro profissional, e pelas mudanças climáticas que criam um cenário de insegurança e inóspito para as gerações futuras. O uso excessivo de telas, embora apontado como um fator contribuinte, não é a única explicação.

Fatores Sociais e Emocionais

Estudos, como o Pisa, apontam para uma diminuição do senso de pertencimento entre estudantes brasileiros. A dificuldade em criar laços de amizade e a crescente sensação de solidão contribuem para o aumento da ansiedade. A hiperconectividade paradoxalmente acentua esse sentimento, pois o acesso às redes sociais não substitui a interação social real e significativa. Há também a preocupação com o superdiagnóstico, seja por profissionais de saúde ou mesmo pela disseminação de informações imprecisas nas mídias sociais.

Prevenção e Tratamento

Compreender as causas da ansiedade infantil e juvenil é fundamental para a prevenção e tratamento adequados. Acompanhamento regular com o pediatra permite a detecção precoce de transtornos, possibilitando intervenções eficazes. O tratamento pode envolver o auxílio de um psiquiatra infantil, e quanto mais precoce, melhores os resultados, minimizando os impactos na vida da criança, da família e da sociedade. A atenção aos fatores sociais e emocionais, aliada ao acompanhamento médico, é crucial para garantir o bem-estar das crianças e dos adolescentes.

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