Ouça a coluna ‘CBN Filhos e Companhia’, com Luciana Herrero
A utilização da chupeta é um tema recorrente entre pais e cuidadores, frequentemente vista como uma solução rápida para acalmar bebês. No entanto, especialistas alertam para os possíveis malefícios desse hábito, que vão além do simples conforto imediato.
Os Impactos na Amamentação e Desenvolvimento Oral
Um dos principais problemas associados ao uso da chupeta é a interferência na amamentação. Estudos indicam que bebês que utilizam chupeta tendem a interromper a amamentação mais cedo, privando-se dos benefícios do leite materno a longo prazo. Além disso, a chupeta pode diminuir a produção de leite, já que o bebê mama menos no seio, e causar confusão de bicos, alterando a posição da língua e a forma como o bebê suga.
Consequências para a Saúde e o Crescimento
Os malefícios não param por aí. O uso prolongado da chupeta pode afetar o desenvolvimento da fala, mastigação e deglutição, além de causar problemas dentários, como a má oclusão. Outra preocupação é a síndrome do respirador bucal, que ocorre quando a criança respira pela boca em vez do nariz, levando a problemas de sono, dificuldades de concentração e até mesmo impactando o aprendizado.
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Para os pais que desejam retirar a chupeta de seus filhos, a recomendação é fazê-lo de forma gradual e paciente. Especialistas sugerem negociar com a criança, estabelecendo metas e diminuindo o uso da chupeta aos poucos. Em alguns casos, o apoio psicológico pode ser necessário, tanto para a criança quanto para os pais, que podem estar apegados ao uso da chupeta como um facilitador no cuidado do bebê.
Embora a chupeta possa parecer uma solução prática em momentos de choro e irritabilidade, é importante considerar os potenciais impactos negativos em longo prazo. A priorização de outras formas de acalmar o bebê, como o contato físico e a identificação das necessidades emocionais, pode ser mais benéfica para o desenvolvimento saudável da criança.



