Ribeirão não registra chuvas expressivas há mais de 100 dias; confira a análise de Otávio Okano, gerente da Cetesb
Estiagem prolongada impacta qualidade do ar em Ribeirão Preto
Umidade Relativa do Ar em Níveis Críticos
Ribeirão Preto enfrenta uma estiagem significativa, com mais de 100 dias sem chuvas expressivas acima de 10 milímetros. A umidade relativa do ar tem se mantido em níveis próximos aos de regiões desérticas, atingindo índices preocupantes. Na tarde de hoje, por exemplo, a umidade chegou a 25%, sendo que abaixo de 20% já é recomendado evitar atividades físicas.
Qualidade do Ar Comprometida
Em conversa com Otávio Ocano, gerente da Agência Ambiental de Ribeirão Preto da CETESB, ficou claro que a estiagem agrava a qualidade do ar. A baixa umidade dificulta a dispersão de poluentes, principalmente material particulado. Embora a situação atual seja considerada moderada, com a presença apenas de material grosseiro, a combinação de baixa umidade e emissões veiculares e industriais representam um risco à saúde da população. O congestionamento de trânsito contribui para a concentração de poluentes, piorando ainda mais a situação.
Soluções e Perspectivas
Segundo Otávio, a solução passa por um transporte público eficiente, capaz de reduzir a quantidade de veículos nas ruas. Um sistema de transporte público abrangente, acessível e confiável seria crucial para melhorar a qualidade do ar e reduzir os congestionamentos. A chegada de chuvas expressivas também é fundamental para melhorar a umidade do ar e promover uma limpeza natural da atmosfera, removendo os poluentes acumulados. A expectativa é de que as chuvas melhorem significativamente a qualidade do ar na cidade.



