Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com o professor João Roberto de Araújo
Casos de violência entre estudantes têm se tornado cada vez mais frequentes, gerando preocupação em escolas e comunidades. Recentemente, uma escola estadual nos Campos Elísios registrou um incidente alarmante: um adolescente de 15 anos foi agredido por outros alunos na saída da aula, resultando em ferimentos que levaram a família a buscar auxílio policial. Mas o que está por trás desses atos de violência e como podemos combatê-los?
Os Três Eixos para o Enfrentamento da Violência
Segundo o Professor João Roberto de Araújo, especialista no tema, o enfrentamento da violência deve ser abordado sob três eixos principais. O primeiro é a repressão legítima, que envolve o aperfeiçoamento das leis e normas de conduta, garantindo que aqueles que praticam a violência sejam responsabilizados dentro da lei. No entanto, o professor ressalta que a ação da polícia e da justiça, embora necessária, é apenas um paliativo, atuando como um remédio que alivia a febre, mas não cura a doença.
O segundo eixo são as políticas sociais. A pobreza material e a falta de acesso a recursos básicos podem favorecer o surgimento da violência. Programas de distribuição de renda, criação de empregos e apoio socioeconômico são importantes, mas não resolvem o problema por completo. A violência, segundo o professor, é também uma pobreza mental, presente em todas as classes sociais.
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A Educação para a Paz: Um Caminho Essencial
O terceiro e mais negligenciado eixo é a educação para a paz. A paz não é algo que surge espontaneamente, mas sim algo que se aprende e se ensina. É um processo contínuo de ensino e aprendizagem, que envolve o desenvolvimento de habilidades como tolerância, empatia, resiliência, respeito ao próximo e compaixão. As escolas devem implementar programas de educação emocional e social, ensinando as crianças a lidar com suas emoções e a canalizá-las de forma construtiva.
Essa ação educativa e preventiva, ainda tão esquecida, é a chave para apoiar as ações da polícia e os programas sociais, buscando uma solução eficaz para reduzir a violência. A família, além de denunciar os casos às autoridades, deve pressionar a escola a adotar medidas que promovam a cultura da paz e a formação integral dos alunos.
É imperativo que a sociedade como um todo reconheça a importância de uma educação que vá além do intelecto, que eduque também o coração, preparando os jovens para a vida em sua totalidade.



