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O que fazer quando a criança não quer comer? Forçar é o melhor caminho?

Nutricionista Cristina Trovó alerta que respeitar o ritmo infantil é importante para dar início a um transtorno alimentar
criança não quer comer
Nutricionista Cristina Trovó alerta que respeitar o ritmo infantil é importante para dar início a um transtorno alimentar

Nutricionista Cristina Trovó alerta que respeitar o ritmo infantil é importante para dar início a um transtorno alimentar

A fome desempenha um papel crucial na nutrição, sendo um sinal natural do corpo indicando a necessidade de refeição. Sentir fome antes das refeições permite que se aprecie mais os alimentos, tornando-se um "tempero" essencial. Entretanto, passar fome é diferente de sentir fome, e essa distinção é fundamental, principalmente na educação alimentar infantil.

A Importância da Fome na Alimentação

É importante diferenciar entre sentir fome e passar fome. A fome saudável indica o momento ideal para uma refeição prazerosa e nutritiva. Passar fome, por outro lado, é prejudicial, especialmente para crianças. Para os adultos, a rotina agitada pode levar a refeições sem fome, resultando em compulsão alimentar mais tarde. A solução é se alimentar preventivamente, evitando a fome excessiva, e fazer lanches saudáveis entre as refeições principais.

Educação Alimentar Infantil: Desafios e Soluções

Na educação infantil, a insistência excessiva para que a criança coma pode ser contraproducente. Se a criança estiver realmente com fome, ela comerá. O adulto frequentemente confunde a quantidade que ele próprio come com a quantidade necessária para a criança. É vital oferecer alimentos de qualidade e evitar alimentos hipercalóricos entre as refeições, que podem diminuir o apetite da criança nas refeições principais. Práticas como distrair a criança com eletrônicos durante as refeições, esconder vegetais em outros pratos ou adicionar açúcar às frutas são comportamentos indesejáveis que prejudicam a relação da criança com a comida. A pressão para comer tudo no prato também pode levar a problemas emocionais e distúrbios alimentares.

Criando Hábitos Alimentares Saudáveis

Para criar uma relação positiva com a comida, é essencial evitar a pressão para comer além da saciedade, respeitando a sensação de satisfação. O cérebro leva cerca de 20 minutos para processar a saciedade, variando conforme o alimento. Alimentos ricos em açúcar e gordura, como doces e bolachas, podem “estragar a fome”, dificultando a percepção da necessidade real de alimento. É importante criar um ambiente alimentar positivo, evitando distrações durante as refeições, oferecendo lanches saudáveis e envolvendo as crianças no preparo dos alimentos. A paciência e a compreensão são fundamentais para estabelecer hábitos alimentares saudáveis e duradouros.

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