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O que fazer quando a máquina de cartão de crédito não funciona?

Código de Defesa do Consumidor diz que estabelecimento comercial tem que oferecer solução
máquina de cartão de crédito
Código de Defesa do Consumidor diz que estabelecimento comercial tem que oferecer solução

Código de Defesa do Consumidor diz que estabelecimento comercial tem que oferecer solução

Imagine a situação: você almoça em um restaurante e, ao pagar, a maquininha de cartão não funciona. Sem dinheiro ou cheque na carteira, o que fazer?

Direitos do Consumidor em Caso de Falha no Pagamento

Essa situação, embora constrangedora, é amparada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC determina que o ônus de oferecer uma solução recai sobre o estabelecimento comercial. Thais Alves, estudante que utiliza táxis frequentemente, relata ter perdido uma aula importante devido a problemas com a máquina de cartão. Mesmo avisando sobre o pagamento via débito, a demora na conexão da máquina causou um atraso de 20 minutos, durante os quais ela permaneceu no carro, aguardando a resolução do problema.

Alternativas e Responsabilidades

Atualmente, o cartão é a forma de pagamento mais utilizada no Brasil, superando o cheque e sendo considerado mais seguro que o dinheiro em espécie. No entanto, falhas de comunicação ou no equipamento podem ocorrer. O comerciante deve informar previamente aos clientes sobre a indisponibilidade da máquina. Áureo Cesário Figueiredo, proprietário de uma padaria, relata que 80% de seus clientes pagam com cartão e que enfrenta problemas com frequência. Nesses casos, ele libera o cliente, confiando em sua fidelidade. O CDC responsabiliza o comércio e a administradora do cartão por eventuais falhas, protegendo o consumidor de constrangimentos.

Soluções e Boa Fé

O advogado especialista em direito do consumidor, Giando Aureado, sugere alternativas para resolver o impasse. O cliente pode deixar um registro do consumo com data e hora, comprometendo-se a retornar para efetuar o pagamento posteriormente, ou realizar um depósito e enviar o comprovante ao estabelecimento. Embora alguns estabelecimentos solicitem um documento como garantia, o consumidor não é obrigado a aceitar essa condição, pois pode ser considerada constrangedora. Acreditar na boa fé de ambas as partes é a solução ideal.

Priorizar a colaboração e a busca por soluções amigáveis é fundamental para evitar maiores transtornos em situações de falha no pagamento.

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