Ouça a coluna ‘CBN Filhos e Companhia’, com Luciana Herrero
Quedas e batidas na cabeça são comuns na infância, gerando grande preocupação para os pais. Luciana Herrero oferece orientações valiosas sobre como agir nessas situações.
Quando a Batida de Cabeça é Preocupante?
É natural que crianças tropecem e batam a cabeça ocasionalmente. No entanto, é crucial distinguir entre pequenas batidas e quedas que exigem atenção médica imediata. Bebês menores de três meses, mesmo em quedas aparentemente leves (como de um sofá ou trocador), devem ser avaliados por um pediatra, pois podem ocorrer lesões. Quedas de alturas superiores a um metro (como de costas de um adulto, escadas, árvores) ou acidentes de bicicleta sem capacete também são motivos de preocupação.
Sinais de Alerta Após a Batida
Após uma batida na cabeça, alguns sinais indicam a necessidade de procurar um pronto-socorro imediatamente. São eles:
- Vômitos: A presença de vômito após a batida é sempre um sinal de alerta.
- Desmaio ou perda de consciência: Mesmo que breve, a perda de consciência requer avaliação médica.
- Alteração do comportamento: Sonolência excessiva, irritabilidade, agitação ou qualquer mudança abrupta no comportamento da criança são sinais preocupantes.
- Sangramento pelo ouvido ou nariz: A presença de sangue nesses locais indica possível lesão.
- Dor de cabeça intensa e progressiva: Uma dor de cabeça que piora com o tempo também exige atenção.
Riscos e Observação Médica
A principal preocupação após uma batida na cabeça é a formação de um hematoma (coágulo) no cérebro. Esse hematoma pode se desenvolver rapidamente ou levar algumas horas para aparecer. Caso haja suspeita de hematoma, a criança deve ser levada ao pronto-socorro e, frequentemente, mantida em observação por pelo menos 24 horas, período de maior risco para o desenvolvimento do coágulo. Exames de raio-X podem identificar fraturas, mas a tomografia é necessária para visualizar a formação de hematomas. No entanto, devido à radiação, a tomografia só é realizada quando há indicação clínica.
Prevenir é sempre o melhor caminho, minimizando os riscos de traumatismos cranianos e garantindo a segurança dos pequenos.



