Danielle Zeoti comenta casos bizarros como o de uma menina de apenas 13 anos que engravidou após ‘roleta russa sexual’
A gravidez de uma adolescente de 13 anos, supostamente resultante de uma prática conhecida como "roleta russa sexual" em bailes funk, gerou grande preocupação e debate. A psicóloga Dani Elzeote, em entrevista à CBN, analisou o caso, destacando a complexidade do problema e a necessidade de uma abordagem multifacetada.
A Onipotência Adolescente e os Fatores de Risco
Segundo a especialista, a adolescência é marcada pela onipotência – a sensação de invencibilidade e invulnerabilidade. Combinada com impulsividade e a influência das redes sociais, que muitas vezes expõem comportamentos de risco, essa característica torna os jovens mais vulneráveis. A falta de supervisão adulta, aliada ao estresse socioeconômico que afeta famílias e escolas, agrava ainda mais a situação.
O Papel da Comunicação e da Informação
A psicóloga enfatiza a importância do diálogo aberto e sem julgamentos entre pais e filhos. Em vez de punição, a abordagem deve priorizar a informação e a compreensão. Pais devem conversar com seus filhos sobre sexo, doenças sexualmente transmissíveis e as consequências de comportamentos de risco, fornecendo dados factuais e sem causar pânico. Buscar informações confiáveis e conversar com outros pais também são medidas importantes.
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A Importância da Empatia e do Conhecimento
Dani Elzeote destaca a necessidade de empatia e compreensão do universo adolescente. Embora limites sejam fundamentais, a abordagem deve ser feita com generosidade e compaixão, reconhecendo que tanto pais quanto filhos estão em constante aprendizado. O conhecimento sobre os riscos e a capacidade de diálogo aberto são cruciais para proteger os jovens e ajudá-los a navegar pelas complexidades da adolescência. O caso da "roleta russa sexual" serve como um alerta para a importância da prevenção e da conscientização.