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O que leva o prefeito a vetar determinados projetos de lei?

Algumas pautas, apesar de importantes, são consideradas 'fora do âmbito do Poder Legislativo' ; Bruno Silva explica
O que leva o prefeito a
Algumas pautas, apesar de importantes, são consideradas 'fora do âmbito do Poder Legislativo' ; Bruno Silva explica

Algumas pautas, apesar de importantes, são consideradas ‘fora do âmbito do Poder Legislativo’ ; Bruno Silva explica

Na reunião da Câmara Municipal de Ribeirão Preto desta semana, O que leva o prefeito a, foram discutidos nove projetos, dos quais quatro eram vetos do prefeito a propostas apresentadas pelos vereadores. Dois desses vetos já foram acolhidos na sessão de terça-feira. A prática de vetar projetos ocorre principalmente porque muitos deles extrapolam a esfera da iniciativa legislativa, especialmente quando envolvem questões orçamentárias que, por lei, devem partir do poder executivo.

Um exemplo citado foi um projeto que previa o estímulo à contratação de mulheres acima de 45 anos, com o objetivo de ativar o mercado de trabalho. Apesar da intenção, o projeto foi vetado por não ter origem no executivo e por não apresentar uma justificativa orçamentária plausível. O jurídico do município costuma analisar esses projetos com base na jurisprudência dos tribunais de justiça do estado, que reforçam que projetos que geram custos para a administração pública devem ser de iniciativa do executivo.

Vetos e iniciativa legislativa: Os vereadores, mesmo sabendo que muitos projetos serão vetados, apresentam essas propostas para sinalizar publicamente determinados temas e pressionar o executivo a dar atenção a esses assuntos. Essa estratégia faz parte do jogo político, mas gera desgaste e consumo de tempo e recursos no parlamento.

Projeto para concessão de título a Bolsonaro

Outro tema polêmico na pauta foi o projeto do presidente da Câmara, Isaac Antunes, que concede o título de cidadão ribeirão-pretano ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto gerou controvérsia, principalmente pelo momento em que foi apresentado, coincidente com denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro, que está na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) para possível abertura de ação penal.

O debate sobre o título ocorre em meio a uma polarização política intensa, e o projeto é visto por alguns como uma tentativa de reforçar a imagem positiva do ex-presidente, apesar das investigações em curso. O julgamento no STF ainda não tem data definida, e a disputa política em torno do caso deve se intensificar, especialmente com as eleições presidenciais se aproximando.

Contexto político e judicial: O ex-presidente Lula também se manifestou sobre o pedido de anistia feito por Bolsonaro antes do julgamento, o que contribui para o clima de confusão política. A PGR acusa Bolsonaro de estar no centro da organização dos atos de depredação dos prédios dos três poderes em 8 de janeiro, com 33 investigados. A justiça deve analisar as defesas e emitir uma sentença que pode corroborar ou não a denúncia.

Especialistas ressaltam a importância de que os fatos sejam analisados com base em evidências e que as narrativas políticas não distorçam a realidade dos acontecimentos.

Informações adicionais

Os vetos discutidos são remanescentes da gestão anterior e continuam sendo aplicados na atual administração. A jurisprudência estadual reforça a necessidade de que projetos que impliquem despesas públicas sejam de iniciativa do executivo. A concessão de títulos honoríficos é uma prática comum em câmaras municipais, mas o momento político pode influenciar a repercussão dessas decisões.

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