Processos saíram de Ribeirão, após várias negativas de magistrados, e foi para Campinas; ouça o advogado Leonardo Afonso Pontes
Após cinco juízes se recusarem a julgar os casos da Operação Cévandija, alegando diversos motivos, o juiz Nelson Augusto Bernardes, da 3ª Vara Criminal de Campinas, assumiu a análise dos processos. Essa decisão traz novas implicações para o andamento das investigações.
Interceptações Telefônicas Retiradas
O juiz Bernardes acatou a decisão do STJ e determinou a retirada das interceptações telefônicas do processo. O advogado Leonardo Fontes explica que isso significa que todas as provas derivadas dessas interceptações serão desconsideradas. O processo, portanto, seguirá em primeira instância sem levar em conta esse acervo probatório.
Implicações no Andamento do Processo
Com a retirada das provas obtidas por meio de escutas telefônicas e a liberdade dos acusados, o processo terá um ritmo mais lento. Segundo o advogado, a ausência de presos altera a urgência da tramitação, tornando-o um processo regular, sem a celeridade de casos com acusados custodiados.
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Possibilidade de Reversão
Apesar da decisão do STJ, existe a possibilidade de as escutas telefônicas voltarem a ser consideradas. O Ministério Público recorreu ao STF, que poderá reverter a decisão. Caso os ministros do STF decidam de forma diferente do STJ, as provas obtidas por meio das interceptações telefônicas poderão ser reintegradas ao processo. Até lá, o processo segue sem elas.
A população acompanha ansiosamente o desenrolar da Operação Cévandija, que investiga esquemas de corrupção de grande impacto na região. A expectativa é de que o juiz Bernardes conduza o processo de forma justa e eficiente, levando à resolução dos casos.