Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
A Lei Bernardo, que proíbe o uso de palmadas e outras formas de punição física contra crianças, completou dois anos. Mas, o que mudou no comportamento dos pais desde então? Uma psicóloga analisa a eficácia da lei e os desafios na educação infantil.
A Lei Bernardo: Um Reforço à Proteção Infantil
Embora a Lei Bernardo não traga grandes inovações em relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que já proíbe agressões e garante direitos à segurança e bem-estar, ela enfatiza a proibição de qualquer forma de violência física, desde palmadas até surras. A lei visa conscientizar os pais sobre os impactos negativos da violência na educação.
O Impacto Real da Lei no Dia a Dia
Apesar da ampla divulgação e debates sobre a lei, a psicóloga observa que as práticas educativas dentro de casa nem sempre mudaram significativamente. Muitos pais, conscientes da proibição, continuam utilizando a violência física, porém, de forma mais discreta. A dificuldade em abandonar esses métodos está ligada a questões culturais e à repetição de modelos de educação recebidos na infância.
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Os Efeitos da Palmada no Desenvolvimento Infantil
Bater nos filhos, além de ser uma agressão, ensina que a violência é uma forma de resolver conflitos. A criança, em seu egocentrismo, pode se culpar pela agressão, internalizando a ideia de que mereceu a punição. A psicóloga ressalta que, ao bater, os pais perdem o controle da força, podendo causar lesões físicas e traumas emocionais. É fundamental que os pais busquem alternativas como o diálogo e a negociação para educar seus filhos.
É possível romper com ciclos de violência, buscando abordagens educativas mais saudáveis e construtivas.