Edmo Bernardes faz um balanço sobre o que foi gerado para os países. Será que eles gastam demais e ganham de menos? Entenda!
O legado dos Jogos Olímpicos: um balanço de custos e benefícios
O custo exorbitante dos Jogos Olímpicos
A realização dos Jogos Olímpicos acarreta custos governamentais vultosos. As Olimpíadas de Paris, por exemplo, tiveram um custo de 49,6 bilhões de reais. Comparando com edições anteriores, observa-se uma tendência de aumento contínuo dos gastos, com exceção de Atenas 2004 (devido à crise grega) e Tóquio 2021. O Rio de Janeiro, em 2016, investiu 23,6 bilhões de reais, gerando questionamentos sobre o retorno desse investimento para a população.
O interesse da população por informação em tempos de crise econômica
Em paralelo aos gastos com eventos esportivos, observa-se o comportamento do consumo de mídia em tempos de crise. Uma pesquisa da Serasa Experian indica que 12,8% dos brasileiros (24,7 milhões de pessoas) têm interesse em assinar TV paga, e 60% deste grupo também deseja um serviço de streaming. São Paulo e Rio de Janeiro lideram a intenção de assinatura, seguidos por Minas Gerais. A classe A demonstra menor interesse, provavelmente por não sofrer tanto com cortes de gastos. O estudo também revela que a faixa etária acima de 65 anos é a maior consumidora de TV por assinatura (18,6%), seguida pela faixa de 18 a 23 anos (9,7%).
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O futuro do consumo de notícias
O sucesso do New York Times, com aumento de 300 mil assinantes no último trimestre, demonstra a crescente demanda por informação de qualidade. Com 10,8 milhões de assinantes (10,2 milhões digitais), o jornal projeta um crescimento para 15 milhões em três anos. Esse sucesso se reflete também em outros veículos, como a Folha de São Paulo, que possui entre 700 e 750 mil assinantes. A preferência pelo acesso digital é clara, indicando uma tendência no mercado de mídia.
Em resumo, enquanto os gastos com eventos como os Jogos Olímpicos geram debates sobre seu impacto real na população, a busca por informação de qualidade e a adaptação do consumo de mídia em tempos de crise econômica demonstram a resiliência e a constante procura por notícias confiáveis.