Rodrigo Stabeli comenta a epidemia da doença que já atinge Ribeirão Preto, com mais de 1800 casos confirmados e tira dúvidas
A prefeitura de Ribeirão Preto confirmou a primeira morte por dengue neste ano, O que são os diferentes tipos, em meio a uma epidemia da doença na cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a situação também se agrava na região, incluindo São José do Rio Preto, onde os atendimentos já não conseguem suprir a demanda crescente.
Circulação e sorotipos do vírus da dengue
O pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Estabeli, explicou que o vírus da dengue é classificado em sorotipos, que são variações do vírus que provocam respostas imunológicas específicas. No Brasil, o sorotipo 2 predominava até o ano passado, mas houve a entrada do sorotipo 3, que preocupa por ser novo para a população, que ainda não desenvolveu imunidade contra ele.
Riscos associados ao sorotipo 3: Estabeli destacou que a população suscetível ao sorotipo 3 aumenta a probabilidade de uma epidemia, pois o vírus pode ser transmitido pelo mosquito Aedes aegypti entre pessoas infectadas e suscetíveis. Isso eleva o número de casos e a pressão sobre os serviços de saúde.
Leia também
Plano de ação e tratamento: O tratamento da dengue é conhecido há 40 anos e consiste principalmente na reposição rápida de líquidos por meio de expansão volêmica com soro intravenoso para pacientes com sinais de alerta. A prefeitura de Ribeirão Preto, conforme apresentado pelo secretário municipal de Saúde, Dr. Godinho, implementou um plano de ação que inclui portas de entrada exclusivas para tratamento da dengue e aumento da capacidade de hidratação na rede de saúde.
Além disso, as unidades básicas de saúde passaram a atender casos de dengue de forma exclusiva, o que evita a concentração de pacientes nas unidades de pronto atendimento e possibilita um atendimento mais humanizado e eficiente. São José do Rio Preto também conta com apoio da Força Nacional para o combate à doença.
Informações adicionais
O combate à dengue depende da responsabilidade coletiva para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e da preparação adequada dos serviços de saúde para atendimento rápido e eficaz dos casos.