Roubo que assustou Ribeirão Preto completa um ano neste 5 de julho
O assalto à empresa de valores Prosegur, ocorrido na madrugada do dia 5 de julho em Ribeirão Preto, foi o mais ousado da história da cidade. Com bloqueios em ruas próximas à Avenida Saudade, os criminosos atiraram contra um transformador de energia, deixando o bairro sem luz. Após fortes explosões, conseguiram acessar o interior da empresa e roubar mais de 50 milhões de reais.
Investigação em Andamento
Desde o crime, seis pessoas foram presas, e a polícia recuperou duas metralhadoras, 20 fuzis e R$ 194 mil. Apesar da recuperação de parte do dinheiro e armas, o especialista em segurança pública Guelph Pescuma Jr. avalia que, por ser um crime complexo com investigações interestaduais, a apuração é demorada. A complexidade se deve à grande quantidade de pessoas envolvidas e à logística sofisticada do assalto, com participantes de diversas regiões e estados.
A Importância da Informação Privilegiada
Segundo Pescuma Jr., a informação privilegiada é a principal ferramenta utilizada pelos criminosos. O conhecimento prévio sobre o valor transportado, a rota, o acesso à empresa e o número de seguranças facilita a execução do crime. As empresas de valores buscam constantemente aprimorar seus métodos de segurança, criando obstáculos e protegendo informações privilegiadas para dificultar ações como essa.
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Mudanças e Reflexões
Após o assalto, a Prosegur desativou sua sede na Avenida Saudade e se mudou para uma nova estrutura no Parque Industrial Tanquinho, com reforço na segurança, incluindo muro de 10 metros, câmeras de monitoramento e guarita à prova de balas. O episódio de 2016, com saldo trágico de um policial morto e um morador de rua queimado, serve como alerta para a gravidade desses crimes e a necessidade de constante aprimoramento das medidas de segurança. A CBN Ribeirão procurou a Secretaria de Segurança Pública para informações sobre o andamento da investigação, mas ainda não obteve resposta.



