Número de novos MEIs em Ribeirão Preto em fevereiro foi maior que a média nacional; ouça o diretor de Inovação e Desenvolvimento
Em entrevista ao vivo, Vitor Jorge Gomes, diretor da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento de Ribeirão Preto, explicou os motivos por trás do aumento no número de aberturas de microempreendedores individuais (MEI) na cidade. Segundo ele, os dados recentes refletem tanto o dinamismo da economia local quanto uma crescente preocupação dos trabalhadores em formalizar suas atividades.
Dinamismo econômico e incentivo à formalização
Gomes destacou que a formalização via MEI oferece vantagens claras aos pequenos empreendedores, como acesso a cursos de capacitação, linhas de crédito e ferramentas de gestão. A prefeitura, por meio do Centro de Apoio ao Trabalhador e Empreendedor (Catepe), tem auxiliado esse movimento com programas de formação e um posto do Sebrae que orienta e realiza a abertura de MEIs.
Perfis e setores em destaque
O levantamento mais recente aponta promoção de vendas, comércio e serviços entre os setores com maior número de formalizações. Outro dado relevante é a presença crescente de jovens: cerca de 40% dos novos MEIs têm entre 21 e 30 anos, muitos deles atuando como programadores e desenvolvedores de software, que utilizam a formalização para profissionalizar sua atuação e facilitar contratações.
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Posição regional e interpretações sobre o mercado de trabalho
Em fevereiro, foram registrados 598 novos MEIs em Ribeirão Preto, número que colocou a cidade na terceira colocação entre municípios do mesmo porte no Brasil e na sétima posição entre os municípios do estado de São Paulo. Para Vitor Gomes, esse cenário reforça o vigor da economia local e a busca por formalização, mais do que uma simples reação à dificuldade de acesso ao emprego com carteira assinada.
O panorama indica que, com o apoio público e recursos de capacitação, a formalização segue sendo uma alternativa viável para quem deseja transformar atividade informal em negócio estruturado, ao mesmo tempo em que contribui para o aquecimento da economia municipal.



