Durante a pandemia a procura por atendimento de psicólogos e psiquiatras disparou
Ribeirão Preto enfrenta grave déficit de leitos em saúde mental
Déficit de vagas e longas filas de espera
A região de Ribeirão Preto, composta por 26 municípios e com cerca de 1,5 milhão de habitantes, possui apenas 190 vagas de internação para pacientes com problemas de saúde mental. Um levantamento do Hospital das Clínicas revela que 20% dos pacientes que chegam aos prontos-socorros com demandas psiquiátricas necessitam de internação, sendo que metade delas ocorre em enfermarias clínicas de outros hospitais, como o Hospital Estadual de Serrana, além dos hospitais psiquiátricos Santa Teresa e Santa Rita. A situação resulta em longas filas de espera, com uma média de 15 a 20 pessoas aguardando internação diariamente na região.
Rede de Atendimento e Críticas ao Sistema
Apesar da escassez de leitos, a região conta com serviços de atenção à saúde mental abertos ao público. Há também esforços para conscientizar os serviços de saúde sobre a importância da identificação precoce de casos de risco e crise suicida. No entanto, o médico-psiquiatra Alexandre dos Santos Cruz, em reunião na Câmara de Ribeirão Preto, criticou duramente o atendimento, apontando falhas estruturais e a falta de profissionais. Ele defendeu a necessidade de contratação adequada de psicólogos e psiquiatras nos ambulatórios, garantindo o acesso à psicoterapia individual, e não apenas em grupo, como alternativa para desafogar o sistema.
Leia também
A Necessidade de Melhorias Urgentes
A demanda por saúde mental é crescente, agravada pela pandemia. Enquanto aqueles com recursos financeiros podem acessar atendimento privado, a população que depende do sistema público enfrenta dificuldades devido à escassez de recursos e profissionais. A situação exige medidas urgentes para ampliar o número de leitos, fortalecer a rede de atendimento e garantir um acesso digno e eficaz à saúde mental para todos os moradores da região.



