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O uso de celular na infância e os cuidados necessários

Fernando Nobre, médico cardiologista, comenta o assunto, que deve ser observado com atenção; ouça o 'CBN Saúde'
O uso de celular na infância
Fernando Nobre, médico cardiologista, comenta o assunto, que deve ser observado com atenção; ouça o 'CBN Saúde'

Fernando Nobre, médico cardiologista, comenta o assunto, que deve ser observado com atenção; ouça o ‘CBN Saúde’

Uma pesquisa do IBGE divulgou que, O uso de celular na infância, em 2022, 54,8% das pessoas entre 10 e 13 anos possuíam celular para uso pessoal. Complementando esses dados, o estudo Tic Kids Online Brasil 2024 indicou que 81% das crianças e jovens de 9 a 17 anos que utilizam a internet têm celular próprio no país. Recentemente, uma avaliação publicada pelo site Medscape em 30 de maio acompanhou por três anos mais de 11.500 crianças e adolescentes para analisar a relação entre o uso excessivo das redes sociais e a ocorrência de depressão nessa faixa etária.

Uso de redes sociais e saúde mental

O uso das redes sociais entre crianças e adolescentes aumentou significativamente nos últimos anos, levantando preocupações sobre o impacto na saúde mental. Em 2021, 42% dos adolescentes relataram sentimentos persistentes de tristeza ou desesperança, um aumento de 50% em relação a 2011. O estudo revelou que o aumento do tempo em frente às telas está associado a maiores sintomas depressivos no ano seguinte, especialmente durante o segundo e terceiro anos de acompanhamento.

Fatores que influenciam os efeitos das mídias: Os efeitos das mídias sociais não são uniformes e dependem de fatores disposicionais, desenvolvimentistas e socioculturais. Durante a infância e adolescência, esses fatores podem incluir maior reatividade cognitiva e emocional, tornando esses períodos críticos para a vulnerabilidade à saúde mental. O estudo apontou que aumentos no uso de redes sociais acima da média individual foram associados a sintomas depressivos elevados ao longo do tempo, indicando um efeito cumulativo.

Recomendações e alertas dos pesquisadores: Os autores do estudo, pesquisadores do Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, destacam a necessidade de orientações preventivas sobre o uso das redes sociais para crianças, adolescentes e seus pais. Eles reconhecem variações individuais, mas alertam para o risco grave de alterações comportamentais decorrentes do uso abusivo das mídias sociais. Segundo os pesquisadores, embora o progresso tecnológico tenha trazido recursos importantes, o uso inadequado desses recursos tem causado efeitos deletérios à saúde geral.

Entenda melhor

Embora as consequências do uso precoce e abusivo das telas ainda não sejam totalmente conhecidas, especialistas ressaltam a urgência de intervenções imediatas para minimizar impactos negativos na saúde mental de crianças e adolescentes. Como citado no estudo, “é mais fácil corrigir um erro hoje do que amanhã”.

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