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O uso excessivo das mídias sociais pelos jovens

Ouça a coluna 'CBN Mundo Digital', com Patricia Teixeira
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As redes sociais se tornaram o principal meio de comunicação para os jovens, mas um novo estudo revela nuances importantes sobre seus hábitos online e os potenciais impactos dessa exposição. Uma pesquisa recente investigou o comportamento dos jovens na internet, trazendo à tona tanto os benefícios quanto as preocupações relacionadas ao uso excessivo e à forma como eles se apresentam online.

O Tempo Gasto e as Plataformas Prediletas

O estudo “Radar Jovem”, realizado pela Constituição B2, aponta que os jovens dedicam, em média, seis horas diárias à internet, com foco nas mídias sociais. Um dado relevante é que 43% desses jovens utilizam as redes sociais como principal fonte de informação sobre o que acontece no mundo. O acesso à informação ocorre majoritariamente via smartphones, o que reflete a praticidade e a onipresença desses dispositivos no cotidiano dos jovens.

A Ascensão do Conteúdo Visual e a Busca pela Perfeição

O WhatsApp, Facebook, Instagram e YouTube se destacam como as plataformas mais utilizadas. O Facebook, em particular, é palco para a publicação de fotos e vídeos, muitas vezes retratando uma vida idealizada e sem problemas. Essa exposição constante a imagens de “perfeição” pode gerar comparações e inseguranças em outros jovens, que podem se sentir inadequados ou insatisfeitos com suas próprias vidas. A busca pela foto mais bonita e pela vida mais feliz cria uma competição virtual que pode levar a um distanciamento da realidade e a conflitos psicológicos.

O Papel dos Pais na Educação Digital

Diante desse cenário, é crucial que os pais se envolvam na educação digital de seus filhos. Monitorar o que eles fazem online, com quem conversam e que tipo de conteúdo compartilham é fundamental. É importante estar atento a fotos com conotação erótica ou sensual, que podem expor os jovens a perigos como a pedofilia. A família precisa entender como funcionam as redes sociais e acompanhar de perto as atividades online dos filhos, inclusive considerando o acesso às senhas. A sugestão é que o uso de redes sociais seja permitido somente a partir dos 16 anos, embora muitas crianças menores já estejam presentes nessas plataformas.

As redes sociais oferecem inúmeras possibilidades de informação e interação social, mas também podem representar riscos. A participação ativa dos pais na vida digital dos filhos é essencial para garantir um uso consciente e seguro dessas ferramentas, prevenindo problemas psicológicos, cyberbullying e outras formas de violência online.

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