Rodrigo Stabeli alerta sobre riscos de não receber o reforço da vacina contra a Covid-19 e comenta sobre a cobertura vacinal
Em meio à pandemia de COVID-19, novas questões surgem a cada dia, exigindo atenção e análise cuidadosa. Recentemente, dados preocupantes vieram à tona, mostrando a necessidade de uma abordagem mais eficaz na campanha de vacinação.
Baixa adesão à segunda dose
Um número alarmante de mais de 4.500 pessoas deixou de tomar a segunda dose da vacina, principalmente entre idosos. A prefeitura investiga as causas dessa desistência, mas acredita ser um problema temporário, com a expectativa de que essas pessoas completem a imunização ao longo da campanha. No entanto, essa situação exige atenção e medidas para garantir a adesão à vacinação completa.
Novas variantes e eficácia vacinal
Em São Joaquim da Barra, 12 profissionais de saúde, mesmo imunizados, testaram positivo para COVID-19, com casos moderados e graves, inclusive internações. Esses casos envolveram novas variantes do vírus, levantando questionamentos sobre a eficácia das vacinas contra essas novas cepas. Um pesquisador da Fiocruz esclareceu que as vacinas, embora não impeçam a infecção, protegem contra formas graves da doença e óbitos. A eficiência da vacina varia, dependendo do tempo após a aplicação e da variante em questão. É crucial ressaltar que o efeito da vacina não é imediato, necessitando de um período de 40 dias (CoronaVac) ou 25 dias (AstraZeneca) após a primeira dose para alcançar proteção significativa.
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A importância da segunda dose e a imunidade de rebanho
A segunda dose é fundamental para garantir a eficácia da vacinação e evitar o surgimento de novas variantes resistentes. Comparando com a febre amarela, a queda na cobertura vacinal levou a um surto no Rio Grande do Sul, com alta mortalidade. A imunidade de rebanho só é alcançada com alta cobertura vacinal, protegendo aqueles que não podem ser vacinados. Deixar de tomar a segunda dose pode fornecer ao vírus a oportunidade de evoluir e criar cepas resistentes à vacina. Portanto, a conscientização sobre a importância da segunda dose e o reforço da campanha de imunização são cruciais para controlar a pandemia e proteger a população.



