Em 20 dias, dois menores foram resgatados por homens armados; para advogados, isso um reflexo da falta de segurança
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou que irá acompanhar de perto as investigações da Polícia Civil e da Fundação Casa sobre as recentes fugas de internos da unidade de Ribeirão Preto. Os casos, que ocorreram em um intervalo de apenas 21 dias, levantam sérias questões sobre a segurança e a vulnerabilidade do sistema.
OAB Cobra Ações Mais Rigorosas
Júlio César Moçim, advogado representando a OAB, subseção de Ribeirão Preto, expressou preocupação com a fragilidade da segurança pública. Ele defende que a Polícia Militar deveria escoltar todos os menores durante o transporte, seja para unidades de saúde ou audiências em fóruns, considerando que os agentes da Fundação Casa não podem atuar armados. “Vamos avaliar o inquérito e a sindicância para identificar medidas institucionais a serem tomadas, dada a recorrência desses incidentes”, afirmou Moçim.
Ligações com o Tráfico de Drogas
Moçim também destacou que muitos dos adolescentes internados têm envolvimento com o tráfico de drogas, e que mesmo dentro da Fundação Casa, continuam a receber apoio de facções criminosas. O caso mais recente, ocorrido no domingo, envolveu três homens armados que auxiliaram na fuga de um jovem de 17 anos que retornava de atendimento médico. Um incidente similar ocorreu em 1º de dezembro, quando outro interno foi resgatado por homens armados enquanto era transportado para uma audiência em Miguelópolis. Até o momento, nenhum dos adolescentes ou suspeitos foram localizados.
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Posicionamento da Fundação Casa
Em nota, a Fundação Casa informou que a corregedoria geral da instituição está investigando a fuga ocorrida no domingo e que não pode fornecer detalhes para não prejudicar as investigações. Em relação ao caso de 1º de dezembro, a instituição alegou que existem normas para o pedido de escolta policial, baseadas na periculosidade do adolescente e no destino do transporte.
A OAB espera que as investigações avancem rapidamente e que medidas eficazes sejam implementadas para evitar novas fugas e garantir a segurança dos internos e da sociedade.



