Planilhas apontam que dezenas de pessoas teriam sido vacinadas irregularmente; entre elas, profissionais da saúde com 120 anos
Suspeita de fura-fila na vacinação contra a Covid-19 em Brodosqui, interior de São Paulo, mobiliza Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil.
Planilhas revelam irregularidades
Planilhas obtidas pela justiça apontam que dezenas de pessoas foram vacinadas irregularmente em Brodosqui. Entre elas, profissionais de saúde com idades registradas como 120 anos e jovens que não se enquadravam nos grupos prioritários na época da imunização. A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil local relata informações preocupantes, como o cadastro de pessoas com mais de 60 anos vacinadas em janeiro e fevereiro, quando ainda não era a vez desse grupo, e pessoas se passando por profissionais de saúde.
Investigação em andamento
O Ministério Público de Brodosqui investiga as irregularidades e exige da prefeitura a divulgação das planilhas. O promotor Leonardo Bellini investiga também a possibilidade de pessoas se passarem por membros de comunidades quilombolas para obter a vacina, o que gerou suspeitas, já que não há registros de comunidades quilombolas na cidade. A Secretaria Municipal da Saúde abriu uma investigação interna e reconhece inconsistências nos dados, afirmando que irá entregar toda a documentação ao Ministério Público. A pasta também afirma que a vacinação dos idosos que ainda aguardam a imunização será concluída na semana.
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Possíveis consequências
Se as irregularidades forem comprovadas, os suspeitos de fura-fila podem responder por improbidade administrativa, falsificação de documento, falsidade ideológica e uso de documento falso. A cidade de Brodosqui já vacinou 6.534 pessoas com as duas doses da vacina, segundo dados estaduais.



