Ouça a coluna ‘CBN Nutrição’, com Cristina Trovó
A obesidade se configura como um dos maiores desafios de saúde pública na atualidade. Impulsionada pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e pela crescente prevalência do sedentarismo, essa condição acarreta uma série de complicações que vão além do simples aumento de peso.
A Gordura Abdominal: Um Sinal de Alerta
É crucial distinguir os diferentes tipos de gordura corporal. Enquanto a gordura localizada na região do quadril apresenta menor risco, o acúmulo de gordura abdominal, também conhecida como gordura visceral, é particularmente perigoso. Essa gordura envolve os órgãos internos e está associada a uma série de problemas de saúde.
Consequências da Obesidade Abdominal
A gordura abdominal pode desencadear resistência à insulina, síndrome do ovário policístico e até mesmo infertilidade. Além disso, aumenta o risco de diabetes tipo 2, gota, problemas dermatológicos como a acantose nigricans, acne, hipertensão, dislipidemia, doenças cardiovasculares e apneia do sono. Estudos também apontam para uma maior predisposição ao câncer em indivíduos com obesidade abdominal.
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Além do IMC: Avaliando o Risco
Embora o Índice de Massa Corporal (IMC) seja frequentemente utilizado, ele apresenta limitações, pois não leva em consideração a distribuição da gordura corporal nem a composição corporal (massa muscular vs. massa gorda). A circunferência abdominal é um indicador mais preciso do risco associado à obesidade abdominal. Para homens, o ideal é manter a circunferência abdominal abaixo de 94 centímetros, sendo que valores acima de 102 centímetros indicam alto risco. Para mulheres, o ideal é abaixo de 80 centímetros, com risco elevado acima de 88 centímetros.
Mudanças no Estilo de Vida: A Chave para a Saúde
Não existem soluções milagrosas para a perda de peso e a redução da gordura abdominal. A chave para uma vida mais saudável reside na adoção de um estilo de vida equilibrado, que inclua a prática regular de atividade física e uma reeducação alimentar. Ao modular a alimentação e aumentar o nível de atividade física, é possível prevenir e tratar a obesidade, especialmente a gordura abdominal, e reduzir o risco de diversas doenças associadas.
Adotar hábitos saudáveis é um investimento a longo prazo na sua qualidade de vida.