Estudo foi feito por um grupo de pesquisa da Universidade Federal de São Carlos
Um estudo da Universidade Federal de São Carlos analisou a relação entre obesidade infantil e adolescentes e a gravidade da Covid-19. A pesquisa, coordenada pelo professor Carlos Alberto Nogueira de Almeida, do Departamento de Medicina, revelou que a obesidade aumenta significativamente o risco de complicações da doença em crianças e adolescentes.
Obesidade e Covid-19: um risco aumentado
A obesidade impacta negativamente a saúde respiratória e aumenta a suscetibilidade a infecções. O processo inflamatório crônico associado à obesidade agrava os efeitos da Covid-19, que também causa inflamação. Consequentemente, indivíduos obesos tendem a apresentar quadros mais graves da doença.
Desafios no tratamento de pacientes obesos
Além dos problemas respiratórios, pacientes obesos enfrentam dificuldades adicionais durante o tratamento intensivo. Procedimentos como a inserção de cateteres intravenosos são mais complexos, assim como o uso de respiradores. Embora o risco de casos graves pareça ser maior em adultos obesos, a obesidade permanece um fator de risco significativo para crianças e adolescentes infectados com o novo coronavírus.
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Sedentarismo e aumento da obesidade infantil na pandemia
O período de isolamento social contribuiu para o aumento da obesidade infantil devido ao sedentarismo e ao maior tempo dedicado a telas. O professor Almeida destaca a importância de se tratar a obesidade infantil como um problema de saúde pública, independente da pandemia, alertando pais e responsáveis para a necessidade de uma alimentação saudável e hábitos de vida mais ativos.
Em suma, a pesquisa reforça a importância de combater a obesidade infantil, não apenas pela gravidade potencial da Covid-19, mas também pelos riscos à saúde a longo prazo. A conscientização dos pais e a adoção de medidas preventivas são cruciais para a saúde das crianças e adolescentes.



