Ministério da Saúde pede explicações sobre reformas; um dos hospitais deveria estar funcionando desde 2015
A Prefeitura de Rio Claro pode ter que devolver recursos federais destinados à construção de uma Unidade de Saúde da Família (USF) nos bairros Vila Verde e Mãe Preta. A obra, com previsão de conclusão em setembro de 2015, apresenta apenas 46% de execução, causando indignação na população.
Obras Paralisadas e Degradação
O atraso na construção gerou diversos problemas. O local inacabado tornou-se alvo de vândalos, usuários de drogas e acúmulo de lixo, impactando diretamente a qualidade de vida dos moradores. A população relata sensação de abandono e frustração com a falta de um posto de saúde tão necessário na região. “A gente se iludiu com o prazo na placa”, desabafa um morador, expressando o sentimento de decepção da comunidade.
Pressão do Ministério da Saúde e Renegociação
O Ministério da Saúde, preocupado com os atrasos e o risco de perda de quase R$ 1 milhão, busca explicações da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro. Para evitar a devolução dos recursos, a Fundação negocia um prazo adicional de nove meses com o Ministério. O chefe de gabinete da Fundação, Antônio Arcangelo, afirma que as conversas estão avançadas e que a prefeitura já está convocando as construtoras para elaborar um cronograma de aplicação dos recursos, definindo o investimento mensal necessário para a conclusão da obra.
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Buscando Soluções e o Futuro da USF
Além da renegociação, a Prefeitura busca alternativas para garantir o financiamento da obra. A viabilização de recursos por meio de outros projetos, como o Pacto pela Saúde, é uma das possibilidades em análise. A expectativa é que, com a conclusão do cronograma e a obtenção dos recursos necessários, a USF seja finalizada e equipada, atendendo, finalmente, às necessidades da população dos bairros Vila Verde e Mãe Preta.



