Reforma na praça Rômulo Morandi começou em novembro do ano passado, mas segue a passos lentos
Moradores do bairro Campos Elíseos, na zona norte de Ribeirão Preto, reclamam da lentidão na reforma da praça Rômulo Morande, uma das mais antigas da região. O serviço começou em novembro do ano passado, mas quem frequenta o local relata calçadas quebradas, entulho espalhado sobre a grama e risco de proliferar vetores de doenças como dengue.
Obra paralisa e traz risco à saúde pública
Segundo moradores, grande parte do piso antigo já foi retirada e os restos da obra foram depositados sobre a área verde, o que, na avaliação da comunidade, favorece o aparecimento de insetos e outros animais. “Com essa situação de alerta para dengue, para tantas arboviroses, outros insetos, outros animais”, resume a preocupação de quem vive ao redor.
A reportagem da CBN Ribeirão informou ter encontrado apenas dois trabalhadores realizando concretagem de trechos no horário de almoço; para os moradores, a presença de maquinário parado e a alternância irregular de equipes são sinais de atraso. A Secretaria de Infraestrutura da prefeitura declarou que a conclusão da reforma depende da disponibilidade de ladrilhos hidráulicos no mercado.
Moradores relatam insegurança e descaso
João Carlos Tropiano Arroyo, aposentado, frequenta a praça por causa da mãe, que mora em frente, e descreve o local com nostalgia e frustração. “Era bem bonita, tinha música na fonte, a fonte funcionava. Agora está abandonada”, disse. Ele cita quedas de pedestres por causa do piso deteriorado, casos de moradores de rua que ocupam a área e uso do espaço para consumo de drogas.
Além do piso, a escassa iluminação é outro problema: vários pontos de luz tiveram fiação furtada e permanecem sem conserto, tornando a praça perigosa à noite. A arborização, embora antiga e volumosa — com indivíduos que podem atingir 20 a 30 metros —, também sofre falta de manutenção. João Carlos alertou para o risco de quedas de galhos ou da árvore inteira em dias de chuva ou vento, o que poderia atingir residências vizinhas, entre elas a da mãe dele, de 87 anos.
Posição da prefeitura
Em nota, a Secretaria de Infraestrutura informou que está prevista a troca de 2.200 metros quadrados de piso hidráulico e que, até o momento, 1.000 metros quadrados foram executados. A administração alegou dificuldade de fornecimento de ladrilhos no mercado e não estabeleceu prazo para conclusão do restante dos serviços.
Enquanto a obra não avança de forma contínua, moradores continuam apreensivos com a segurança, a saúde pública e a conservação do espaço, que por décadas foi ponto de encontro e lazer no bairro.



