Calçadas quebradas, asfalto irregular, restos de construção… desde que a obra foi paralisada, as vias ficaram intransitáveis
Obras paralisadas deixam ruas do centro em situação precária
Moradores e comerciantes dos quarteirões das ruas São José e Marcondes Salgado, no centro de Ribeirão Preto, convivem há três meses com obras paradas que deixaram trechos sem asfalto, calçadas destruídas e pontos de passagem obstruídos. As intervenções, que faziam parte da revitalização da Avenida Nova de Julho, foram interrompidas em dezembro, quando a prefeitura rompeu contrato com a empresa vencedora da licitação.
No cruzamento com a Avenida Francisco Junqueira, onde foram trocadas galerias na parte mais baixa do centro, a prefeitura chegou a executar reparos paliativos e liberar faixas, mas os últimos quarteirões das ruas São José e Marcondes Salgado permanecem sem serviço concluído. Em vários pontos há montes de pedras sem sinalização, dificultando a passagem de veículos e pedestres.
Comerciantes relatam queda drástica no movimento e riscos à saúde
Proprietários de lojas e residências relatam prejuízos financeiros e danos à infraestrutura doméstica. A empresária Andressa Pessego, que trabalha com tecidos na esquina da Marcondes Salgado com a Francisco Junqueira, afirma que o movimento caiu com a retirada do asfalto e a destruição das calçadas. “A calçada não tem condições de pisar, está super perigoso estacionar, não tem acesso ao local”, disse. Andressa calcula queda de clientes e pede intervenção imediata, ainda que paliativa, para melhorar o acesso.
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O técnico em eletrônicos Ivan Castro, na São José próximo ao Visconde do Rio Branco, descreve a área como “uma estrada de terra” durante as chuvas, com lama, buracos que danificam veículos e água escoando pelas ruas. Segundo moradores, trechos viraram pontos de descarte irregular de lixo, atraindo roedores e insetos peçonhentos, o que aumenta o risco sanitário.
A aposentada Silvelena Perez-Busato, proprietária de imóveis na região, relata perda de renda ao reduzir aluguéis porque garagens ficaram intransitáveis e sofrimentos com problemas hidráulicos causados pelas escavações. “Houve quebra de cano, perda financeira. Não é mais possível usar a garagem”, afirmou.
Licitação em andamento e posicionamento da prefeitura
A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que o processo de licitação para retomar as obras está aberto e em andamento. A sessão para abertura dos envelopes, relativa à revitalização da Avenida Nova de Julho e à troca de galerias na região da Francisco Junqueira, está marcada para 18 de março, às 9h, na Secretaria de Administração. O processo tramita na modalidade de concorrência pública, com valor estimado em mais de R$ 34 milhões. O edital pode ser retirado na Secretaria de Administração, na Rua Jacira, 50, Jardim Macedo.
Segundo a nota oficial, a Secretaria de Obras realizou em dezembro uma intervenção na Avenida Francisco Junqueira entre a Marcondes Salgado e a São José para reduzir transtornos, mas o comunicado não detalha se medidas paliativas serão adotadas especificamente nas ruas Marcondes Salgado e São José enquanto a licitação não é concluída.
Enquanto isso, comerciantes e moradores cobram ações emergenciais para garantir circulação segura, limpeza dos locais e retirada de entulho. Eles afirmam que a demora na retomada dos trabalhos amplia prejuízos econômicos e riscos à saúde pública.



