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Obras na Estação Catedral voltam nesta terça

Prefeitura de Ribeirão Preto havia sido impedida de continuar a construção por determinação do Condephaat
Obras Estação Catedral
Prefeitura de Ribeirão Preto havia sido impedida de continuar a construção por determinação do Condephaat

Prefeitura de Ribeirão Preto havia sido impedida de continuar a construção por determinação do Condephaat

A Prefeitura de Ribeirão Preto está autorizada a retomar as obras de modernização em três das cinco plataformas de ônibus localizadas ao redor da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no centro da cidade. O projeto, aguardado desde 2014 e parte dos investimentos previstos no contrato de concessão do transporte municipal, havia sido suspenso em abril por determinação do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

A decisão inicial do Condephaat foi revista após um ofício da administração municipal contestar os dados apresentados pela Cúria Católica sobre o aumento do movimento de veículos pesados nos arredores da igreja. Apesar da nova decisão, o engenheiro especialista em mobilidade urbana, Cantílio Maganini, reitera os riscos do trânsito intenso para a estrutura da Catedral.

Impacto do Trânsito na Estrutura da Catedral

Segundo Maganini, o tráfego constante de cerca de 220 ônibus por hora ao redor da Catedral pode agravar as rachaduras já existentes na estrutura. Ele compara a situação com outras estações na Praça das Bandeiras, considerando a localização desfavorável para a conservação do patrimônio histórico.

Liberação Parcial das Obras

O Condephaat liberou três das cinco plataformas para a retomada dos trabalhos, conforme publicado no Diário Oficial do Estado. As estações de embarque e desembarque nas ruas Mercola e Brasiliense, e uma na Visconde de Auma, serão as primeiras a serem modernizadas, devido ao menor impacto no trânsito. O órgão estadual ainda avalia a liberação das duas plataformas restantes na Rua Florêncio de Abreu.

Estudos Complementares e Proteção do Patrimônio

O secretário de Obras, Abranche Fuad Abdo, esclarece que estudos complementares estão sendo realizados para avaliar o impacto das vibrações na estrutura da Catedral. Segundo ele, laudos mais completos apontam que outros fatores, como infiltrações e vazios no subsolo, podem ser mais relevantes para a deterioração do edifício. A prefeitura também considerou endereços alternativos para as plataformas, mas a administração municipal concluiu que as mudanças causariam transtornos aos usuários do transporte público.

A administração municipal segue buscando soluções que conciliem a modernização do transporte público com a preservação do patrimônio histórico.

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