Motoristas relatam demora de 40 minutos para saírem ou acessarem os bairros da Zona Oeste da cidade
Obras em uma ponte na zona oeste de Franca têm provocado transtornos sérios no trânsito local e gerado reclamações de moradores e motoristas. Além dos congestionamentos, cenas incomuns como animais soltos na via foram registradas nas últimas semanas.
Obra na Avenida Nelson Nogueira e reflexos no tráfego
O principal ponto de conflito é a Avenida Nelson Nogueira, ligação direta entre bairros como Jardim Impalmeiras e Residencial Palermo e o centro da cidade. As intervenções no Córrego Engenho Queimado — um conjunto de obras que, segundo autoridades, já se estendem por mais de 14 anos — avançaram para a etapa de construção de uma ponte que começou em fevereiro. Desde então, a interdição de uma faixa passou a provocar filas extensas, especialmente nos horários de pico.
Motoristas relatam esperas de até 40 minutos para percorrer trechos de cerca de dois quilômetros. Um vídeo encaminhado à produção do jornal mostra longas filas e, em outro registro, foi possível ver cavalos soltos entre os veículos, situação que aumentou o risco de acidentes e a preocupação dos transeuntes.
Pontos críticos e impacto nas rotatórias
O trecho mais congestionado fica próximo à rotatória da Avenida Francisca do Armando Policano, onde se concentram fluxos vindos de diferentes bairros em direção ao centro e vice-versa. A avenida também é via de acesso para a rodovia que liga Franca a Ribeirão Corrente, o que agrava o tráfego de veículos leves e pesados.
A Prefeitura de Franca informou estar ciente do problema e destacou a importância da obra de drenagem para a região, pedindo paciência à população. Não foi, porém, divulgada uma previsão de término das intervenções.
Obra no distrito industrial: ajustes e efeitos ainda presentes
Outra intervenção recente, no entorno do distrito industrial da cidade, foi concluída pela administração municipal. A obra envolveu obras de ampliação e mudanças viárias que conectam avenidas como Santos Dumont e Rio Negro a trechos da Wilson Sábio de Mello, além de ajustes em ruas como Abílio Coutinho e a chamada Rua de Martóz.
Segundo relatos de quem circula pela região, as alterações provocaram inicialmente confusão — com motoristas acostumados às rotas antigas chegando a trafegar na contramão — e, mesmo após adaptação, persistem pontos de lentidão em horários de maior movimento (por volta das 7h, do meio-dia e das 18h). Comércios e serviços locais, incluindo uma farmácia de grande movimento, contribuem para o fluxo intenso no entorno.
Enquanto as obras seguem e algumas áreas ainda enfrentam retenções recorrentes, moradores e condutores esperam a conclusão dos serviços para que o tráfego volte a fluir com segurança e regularidade.



