Previsão atual é de que o local esteja pronto em dezembro; população e comerciantes reclamam da demora na conclusão da obra
As obras de revitalização do calçadão de Ribeirão Preto, iniciadas há três anos, continuam a gerar transtornos para comerciantes e consumidores. O quadrilátero formado pelas ruas São Sebastião, Barão do Amazonas, Duque de Caxias e José Bonifácio permanece um labirinto de cones, fitas e desvios, impactando negativamente o comércio local e a experiência dos pedestres.
Impacto no Comércio e na População
Comerciantes como Paulo Miller Correia, que trabalha na Rua General Osório, estimam uma queda de até 15% no movimento devido às obras. A lentidão na conclusão dos trabalhos é uma das principais queixas, com a sensação de que as intervenções são intermináveis. A população também sofre com os transtornos, como relata Maria Augusta, auxiliar de limpeza, que observa a degradação de áreas já revitalizadas, como a Praça XV de Novembro, alvo de vandalismo.
Atrasos e Justificativas
Ricardo Cato, da Associação dos Amigos, Moradores e Empresários do Centro (AME), participa de reuniões com a prefeitura para cobrar agilidade nas obras. A justificativa para os atrasos reside na complexidade da reforma em um local de grande circulação e com infraestrutura antiga, sujeita a imprevistos. A alteração no projeto original do piso, que deveria remeter à história do café, também contribuiu para a demora. Segundo a prefeitura, o piso escolhido inicialmente apresentou problemas de deterioração e perda de cor.
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Expectativas e Fiscalização
Antônio Carlos Maçoneto, presidente da SIRP, embora não satisfeito com o piso final, considera-o adequado para o grande fluxo de pessoas. Ele afirma que a SIRP está cobrando da construtora a correção de eventuais defeitos e que acompanha de perto a evolução das obras. A prefeitura já tem uma data predefinida para a inauguração da iluminação do calçadão, coincidindo com a chegada do Papai Noel em 1º de dezembro.
Apesar das promessas de conclusão, os longos meses de obras já causaram acidentes, como a queda de Marlida Silva Marafão, que resultou em indenização por parte da prefeitura. A expectativa é que os trabalhos sejam finalizados até dezembro, após três anos de transtornos e um aumento no custo total da obra.



