Contrato com o consórcio pró-urbano previa entrega das obras para o final do ano passado
Estações de ônibus no entorno da Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto, atrasam e geram polêmica
Obras atrasadas e polêmicas
As obras das estações de ônibus próximas à Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto, estão atrasadas. Previstas para serem entregues até o final de 2022, conforme contrato de concessão do transporte público assinado em 2012, as plataformas ainda não foram inauguradas. A demora tem gerado insatisfação e motivado a abertura de uma possível Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Impactos negativos e reivindicações
O atraso nas obras tem afetado comerciantes locais. Um gerente de sorveteria na região afirma que o movimento caiu 40% desde o início da construção. Além do comércio, a Igreja Católica também se manifestou contra a construção das estações em sua localização original. Atualmente, apenas os terminais das ruas Américo Brasiliense e Visconde de Iaúma estão em construção. O projeto para a Rua Florêncio de Abril depende de aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condefá), devido ao tombamento histórico da Catedral.
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Investigação e futuro incerto
A Comissão Especial de Estudos que acompanha o contrato do transporte coletivo deve discutir a abertura de uma CPI para investigar as razões do atraso e os entraves burocráticos, incluindo a resistência da Igreja Católica ao projeto original. O presidente da CPI, Marcos Papa, afirma que deseja entender o posicionamento da empresa responsável pela construção e do poder público diante das irregularidades. Os cinco novos terminais, avaliados em R$ 1,2 milhão, prometiam ser cobertos e climatizados, mas seu futuro permanece incerto devido aos problemas enfrentados.



