Pediatra, Ivan Savioli, comenta o motivo que faz a rejeição crescer entre os profissionais; ouça a coluna!
Teste da Linguinha: Uma Polêmica entre Pediatras
A obrigatoriedade do teste da linguinha em recém-nascidos, validado pelo Ministério da Saúde em 2014, tem gerado controvérsia no meio médico. Embora o exame busque diagnosticar precocemente a língua presa (ankyloglossia), muitos pediatras questionam sua real necessidade.
A Inutilidade do Teste e o Aumento de Diagnósticos
Segundo o Dr. Iván, a avaliação da língua sempre fez parte da rotina pediátrica. O teste, contudo, introduz subjetividade na avaliação do freio lingual, levando a diagnósticos de ankyloglossia em muitos casos desnecessários. A Sociedade Brasileira de Pediatria não apoia o teste, pois o aumento de diagnósticos resulta em cirurgias desnecessárias em bebês saudáveis que mamam normalmente. A ankyloglossia, na verdade, é uma condição rara.
Recomendações aos Pais
A principal recomendação aos pais é a observação da amamentação. Se o bebê mama bem e ganha peso adequadamente, a probabilidade de língua presa é mínima. Em caso de dúvidas, a consulta com o pediatra é fundamental. Um atraso na fala pode ser um sintoma de língua presa, mas outras causas devem ser consideradas. O pediatra poderá avaliar a situação e indicar a cirurgia apenas quando necessário.
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Em resumo, apesar da obrigatoriedade do teste, a avaliação clínica do pediatra permanece a melhor forma de diagnosticar a língua presa. A maioria dos casos diagnosticados pelo teste são desnecessários, gerando preocupação descabida em pais e profissionais de saúde. A observação da amamentação e a consulta regular com o pediatra são suficientes na grande maioria dos casos.