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Óculos inteligentes e uso de dados levantam debate sobre privacidade e transparência

Denúncias indicam que gravações feitas por dispositivos podem ter sido usadas para treinar inteligência artificial sem clareza para usuários
óculos
Divulgação

Uma investigação internacional levantou questionamentos sobre o uso de dados captados por óculos inteligentes desenvolvidos pela Meta em parceria com a Ray-Ban. Segundo denúncias citadas na coluna, imagens e áudios gravados pelos dispositivos podem ter sido utilizados no treinamento de ferramentas de inteligência artificial, inclusive com análise humana do material.

A especialista em redes sociais Patrícia Lima explica que o uso de imagens para treinar sistemas de IA é uma prática comum no desenvolvimento dessas tecnologias. O problema, segundo ela, é a falta de transparência sobre a coleta de dados e sobre o uso de gravações que podem incluir situações privadas ou informações sensíveis.

Os óculos fazem parte das chamadas tecnologias vestíveis e permitem gravar vídeos, transmitir ao vivo, ouvir música e interagir por comandos de voz. A preocupação é que o grande volume de dados captados por milhões de dispositivos no mundo possa transformar usuários e pessoas ao redor em fontes involuntárias de informação para as empresas.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê mecanismos para exigir mais transparência das plataformas. A orientação de especialistas é que usuários fiquem atentos aos termos de uso e aos limites de privacidade no uso dessas tecnologias.

Confira a discussão compete no áudio do Conexão CBN.

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