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Ocupação de enfermarias Covid-19 cresce 300% em Ribeirão e obriga hospitais particulares a abrirem novos leitos

Número de pacientes passou de 18 para 70 do dia 7 de janeiro até o começo desta semana
leitos hospitalares Covid-19
Número de pacientes passou de 18 para 70 do dia 7 de janeiro até o começo desta semana

Número de pacientes passou de 18 para 70 do dia 7 de janeiro até o começo desta semana

A taxa de ocupação de enfermarias em Ribeirão Preto registrou um aumento alarmante de 300% nos últimos dois dias, impulsionado por uma nova onda de Covid-19.

Impacto nos Hospitais

O Hospital Ribeirão, por exemplo, viu o número de internações saltar de 18 para mais de 70 pessoas entre o dia 7 de janeiro e o início desta semana. Apesar de operar com 100% de ocupação nos leitos destinados à Covid-19 (inicialmente três), a instituição consegue abrir novas vagas rapidamente. A situação na enfermaria, porém, é mais crítica: a alta demanda obrigou a readequação do espaço, aumentando a capacidade de leitos para reduzir a ocupação de 100% para 92%, segundo o diretor Pedro Palosse.

Um agravante é o afastamento de 58 funcionários, aguardando resultados de exames devido à alta demanda nos laboratórios. O tempo de espera para os resultados, que era de um dia, agora chega a dois.

Cenário nos Hospitais de Referência

No Hospital das Clínicas, referência no tratamento de Covid-19 na região, a nova onda chegou mais cedo e com maior intensidade, mas sem surpreender a direção. O superintendente Benedito Maciel destaca que, apesar de 429 profissionais de saúde terem sido contaminados desde 3 de janeiro, a alta taxa de vacinação (todos os funcionários estão completamente vacinados, inclusive com a dose de reforço) evitou casos graves. O afastamento dos funcionários foi breve, minimizando o impacto nos atendimentos.

Alerta e Perspectivas

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto também enfrenta desafios, com mais de 300 funcionários da saúde afastados após testes positivos para Covid-19. A situação é preocupante, principalmente considerando o perfil dos pacientes internados: 90% são não vacinados, com vacinação incompleta ou idosos com comorbidades. Observando o padrão de outras nações, como África do Sul e Europa, espera-se um crescimento exponencial seguido de redução nas próximas semanas. A situação exige atenção e medidas contínuas para garantir o atendimento à população.

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